Bloco propõe oferta de assinatura da imprensa regional para os jovens açorianos

12 de janeiro 2024 - 19:33

O coordenador do Bloco de Esquerda/Açores e candidato às eleições de 4 de fevereiro defende que os poderes públicos têm “o dever de contribuir para que haja uma comunicação social plural, com diferentes vozes, em diferentes ilhas”.

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António Lima (à direita) e Pedro Amaral (ao centro) com dirigentes do Clube Asas do Atlântico na ilha de Santa Maria.
António Lima (à direita) e Pedro Amaral (ao centro) com dirigentes do Clube Asas do Atlântico na ilha de Santa Maria. Foto Bloco/Açores

Na campanha para as legislativas regionais dos Açores, António Lima esteve esta sexta-feira na ilha de Santa Maria, onde visitou o Clube Asas do Atlântico, que tem uma rádio histórica. O coordenador dos bloquistas açorianos esteve acompanhado do candidato pela ilha, Pedro Amaral, que enalteceu o trabalho do clube e sublinhou as dificuldades do movimento associativo da ilha, alertando que “a partir do momento em que se assobiar para o lado e se fechar a torneira do financiamento as associações vão começar a fechar”.

Por seu lado, António Lima destacou a urgência da situação dos órgãos de comunicação social no arquipélago, onde para além dos problemas nos órgãos da Global Media - Açoriano Oriental e TSF Açores - também os trabalhadores da Rádio Graciosa estão com salários em atraso.

Além de defender uma revisão dos apoios à comunicação social, por forma a garantir também o financiamento adequado às rádios privadas nos Açores, o Bloco de Esquerda propõe a atribuição pela Região de uma assinatura - digital ou em papel - de um jornal local à escolha a cada jovem entre os 15 e os 24 anos. A medida, que abrange cerca de 28 mil jovens dos Açores, "terá um importante impacto financeiro positivo nos jornais e vai promover hábitos de leitura e fidelizar o público mais jovem", defende a candidatura do Bloco, acrescentando que o aumento da audiência fará aumentar a concorrência dos jornais pela criação de conteúdos que interessem aos jovens e também as suas receitas publicitárias.

António Lima quer levar a proposta ao parlamento dos Açores após as eleições e justifica-a com a necessidade de “valorizar o papel fundamental da comunicação social local e regional, para uma democracia saudável”, acrescentando que os poderes públicos têm “o dever de contribuir para que haja uma comunicação social plural, com diferentes vozes, em diferentes ilhas”.