Bloco Madeira lamenta arquivamento do inquérito do temporal

22 de abril 2011 - 21:27

O Ministério Público decidiu arquivar o inquérito às mortes do temporal de 20 de Fevereiro de 2010. O Bloco lamenta a decisão, considerando que “a intervenção humana e o desordenamento do território, permitido pelos órgãos de poder, potenciaram os efeitos devastadores” do temporal.

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Bloco considera que “a intervenção humana e o desordenamento do território, permitido pelos órgãos de poder, potenciaram os efeitos devastadores” do temporal

O Bloco de Esquerda da Madeira refere (aceda a comunicado na íntegra) criticamente que o coordenador do Ministério Público mandou arquivar o processo considerando “não ter jurisdição sobre S. Pedro”, salientando que se trata de “uma atitude muito polémica e discutível”.

No comunicado, o Bloco Madeira dá dois exemplos de situações “em que a intervenção humana e o desordenamento do território, permitido pelos órgãos de poder, potenciaram os efeitos devastadores do episódio meteorológico anormal”: “a queda da grua de apoio à obra de construção da cota 500, que matou várias pessoas no sítio do Laranjal em Santo António, e as vidas que se perderam em habitações construídas sobre as ribeiras, que foram arrastadas pela enxurrada”.

O Bloco defende que devia ser constituídaa um comissão parlamentar de Inquérito na Assembleia Regional da Madeira e disponibiliza-se para forçar a constituição dessa comissão, para o que são necessários 10 deputados.

Por fim, o Bloco apela aos familiares das vítimas “que se sintam injustiçados e insatisfeitos” a que recorram da decisão.

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