O Bloco de Esquerda da Madeira refere (aceda a comunicado na íntegra) criticamente que o coordenador do Ministério Público mandou arquivar o processo considerando “não ter jurisdição sobre S. Pedro”, salientando que se trata de “uma atitude muito polémica e discutível”.
No comunicado, o Bloco Madeira dá dois exemplos de situações “em que a intervenção humana e o desordenamento do território, permitido pelos órgãos de poder, potenciaram os efeitos devastadores do episódio meteorológico anormal”: “a queda da grua de apoio à obra de construção da cota 500, que matou várias pessoas no sítio do Laranjal em Santo António, e as vidas que se perderam em habitações construídas sobre as ribeiras, que foram arrastadas pela enxurrada”.
O Bloco defende que devia ser constituídaa um comissão parlamentar de Inquérito na Assembleia Regional da Madeira e disponibiliza-se para forçar a constituição dessa comissão, para o que são necessários 10 deputados.
Por fim, o Bloco apela aos familiares das vítimas “que se sintam injustiçados e insatisfeitos” a que recorram da decisão.