Bloco estará na oposição ao Governo que quer aumentar borlas fiscais às grandes empresas

21 de março 2024 - 14:35

Fabian Figueiredo lembrou que o executivo de Montenegro parte ainda de um programa que propõe aumentar a desregulação do mercado imobiliário. E que a AD acolheu "figuras que promovem o negacionismo climático" e recuos nos direitos das mulheres e nas políticas de igualdade.

PARTILHAR
Foto de Ana Mendes.

Em declarações aos jornalistas no Parlamento, o novo líder parlamentar do Bloco de Esquerda lembrou as razões pelas quais o Bloco estará na oposição à Aliança Democrática.

“O Governo que será constituído por Luís Montenegro parte de um programa eleitoral que se propõe a aumentar a injustiça fiscal, reduzindo o IRC”, apontou Fabian Figueiredo. Ora, “Portugal não precisa de aumentar as borlas fiscais às grandes empresas, à banca, à EDP ou à Galp”, acrescentou.

Esta é ainda, segundo o dirigente bloquista, uma “coligação que se propõe a aumentar a desregulação do mercado imobiliário”, enquanto o Bloco defende que “precisamos de controlar o preço das rendas e garantir que as famílias conseguem fazer face ao crédito à habitação”.

Na realidade, “PSD e CDS propõem-se a fazer pior do que a maioria absoluta fez”, vincou Fabian Figueiredo.

“Junta-se a isso o facto de a AD trazer a bordo figuras que promovem o negacionismo climático ou que querem promover recuos nos direitos das mulheres e nas políticas de igualdade”, continuou. A esse respeito, deu o exemplo das declarações de Eduardo Oliveira Sousa, cabeça de lista em Santarém, que “acha que o país não deve fazer a sua quota parte para enfrentar as alterações climáticas”.

“Esta é uma das maiores crises do nosso tempo e o Bloco cá estará na Assembleia da República para garantir que o país promove uma transição justa e que também não se dá um único passo atrás nas políticas de igualdades e nos direitos, liberdades e garantias conquistadas nos últimos anos”, garantiu.

Lembrando que Luís Montenegro em tempos defendia que “o país pode estar melhor estando as pessoas piores”, Fabian Figueiredo vincou que o “Governo AD propõe aumentar a instabilidade na vida das pessoas e intensificar a desigualdade que há em Portugal”.

Neste contexto, assegura, o Bloco será “a oposição determinada que quer abrir uma alternativa, que é o que o país precisa”.