Bloco espera que eleições signifiquem “um virar de página na política portuguesa”

01 de janeiro 2024 - 21:46

Luís Fazenda defendeu que a estabilidade de que o país precisa é “a estabilidade das políticas, das soluções para a habitação, educação, saúde, para o aumento dos salários, e para a contenção daquilo que tem sido o brutal aumento do custo de vida, que é o que inaugura o ano”.

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Foto de António Cotrim, Lusa.

Em reação à mensagem de Ano Novo do presidente da República, Luís Fazenda afirmou esta segunda-feira que o Bloco “espera que as eleições de março possam significar um virar de página na sociedade portuguesa, na situação política portuguesa”.

“Acompanhamos a mensagem do Presidente da República, o apelo ao voto, o apelo à responsabilidade e, sobretudo, a necessidade de uma grande viragem na política portuguesa. Esperemos que 10 de março seja exatamente essa etapa”, afirmou o dirigente bloquista.

“A estabilidade tem de ser a estabilidade das políticas, tem de ser a estabilidade soluções para a habitação, educação, saúde, para o aumento dos salários, e para a contenção daquilo que tem sido o brutal aumento do custo de vida, que é o que inaugura o ano”, frisou ainda Luís Fazenda.

No que respeita aos alertas de Marcelo sobre o crescimento económico “sem justiça social”, o dirigente do Bloco assinalou que essa é “a análise da política portuguesa” que o seu partido faz “desde há anos”.

“As contas certas não podem ser um fetiche, ser endeusadas ao extremo de impedir o investimento público e impedir a capacidade de regeneração, de organização e de funcionamento de serviços públicos essenciais na democracia, como a saúde, como a educação, vários segmentos da solidariedade social, como uma política pública de habitação”, vincou Luís Fazenda.

“Estas são traves mestras do regime democrático tal como o conhecemos, e que não podem ser subestimadas, desprezadas, não podem ser mesmo negligenciadas como vieram a ser por parte do Governo”, continuou.

O dirigente do Bloco referiu que estes serão temas centrais da campanha para as legislativas por serem “temas do quotidiano dos portugueses”.