Mariana quer “abrir caminhos de diálogo, de clareza, de mobilização”

30 de dezembro 2023 - 9:43

Num vídeo publicado este sábado nas suas redes sociais, Mariana Mortágua aponta os caminhos que o Bloco pretende seguir para os primeiros setenta dias do ano novo, até às eleições legislativas, em que “cada pessoa tem para decidir para onde vai Portugal”.

PARTILHAR

Naquilo que começa por definir como uma “não mensagem de ano novo”, a coordenadora do Bloco de Esquerda reitera como objetivo eleitoral que “a direita continue em minoria”.

 

Leia a mensagem na íntegra:

Olá.

Esta não é uma mensagem de ano novo.

Esta mensagem é sobre os primeiros setenta dias do ano novo, até às eleições. São os setenta dias que cada pessoa tem para decidir para onde vai Portugal.

Está muita coisa em jogo. O plano da direita é retroceder até 2015. Foi o último ano de Passos Coelho como primeiro-ministro. Montenegro era a sua voz no parlamento. Ventura era seu discípulo. O CDS existia e muitos dos agora liberais ainda andavam por lá. Estavam todos juntos e agora querem juntar-se de novo, no governo, depois das eleições. O problema deles é que a maioria do povo não esqueceu e não perdoou a austeridade, o empobrecimento, o ataque às pensões, as ordens para emigrarmos. E não esquecemos aqueles governantes que foram logo depois sentar-se às mesa das empresas a quem venderam a energia e os aeroportos.

Não os esquecemos e por isso sei que os desejos da direita para 2024 não se vão concretizar. Esse é mesmo o primeiro objetivo do Bloco para as eleições: que a direita continue em minoria. Não depende só do Bloco, mas nós cumpriremos a nossa parte e cada deputado e deputada eleita pelo Bloco de Esquerda contará para isso.

Mas sabemos que nenhuma maioria é estável como mero somatório de deputados. Uma maioria tem que ser um programa para Portugal e um governo que dê a certeza de o aplicar. É com essa responsabilidade que vejo os primeiros setenta dias de 2024 e a construção da vitória contra a direita a 10 de março.

Nestes setenta dias mostraremos que a esquerda sabe o que quer e aponta o que é inaceitável. Inaceitável é a corrupção, as negociatas com aquilo que é de todos, ou o que que a maioria absoluta do PS fez na saúde, na habitação, na educação. Há muita gente desiludida, é uma maioria zangada e ainda indecisa. Falo para essas pessoas que também sabem, por experiência, que a direita não merece o benefício da dúvida; falo ao povo que exige respeito, consideração pelos de baixo, por quem trabalha e por quem paga impostos - garanto-vos que contam com o Bloco de Esquerda. Nestes setenta dias seremos a garantia de que se fará o que nunca foi feito - subir salários, empregos para o clima, salvar o SNS e cuidar da escola pública, baixar o preço das casas. É essa a luta do Bloco de Esquerda pela vida boa: pela garantia do que é essencial.

O Bloco vai promover a confluência de toda a força necessária para esta viragem no país. Pela minha parte, aproveitarei este tempo para abrir caminhos de diálogo, de clareza, de mobilização. É essa confiança que juntará os votos para vencer. 2024 tem setenta dias - e depois todos os outros.

Bom ano!