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Bloco denuncia falsos recibos verdes no Coro Gulbenkian

Os cerca de cem cantores do Coro Gulbenkian, uma estrutura de referência no país, serão falsos recibos verdes. O Bloco denuncia a situação e apela a uma investigação por parte da Autoridade para as Condições do Trabalho
Coro Gulbenkian via gulbenkian.pt
Coro Gulbenkian via gulbenkian.pt

Numa pergunta enviada ao Governo, o grupo parlamentar do Bloco denuncia a situação de falsos recibos verdes em que os cantores do Coro Gulbenkian se encontram. “Considerando a regularidade e previsibilidade da programação e do trabalho desenvolvido pelo Coro, esta situação é altamente irregular e atentatória da dignidade laboral e da lei do trabalho. A Autoridade para as Condições do Trabalho deve proceder a todas as diligências necessárias para corrigir esta situação”, pode ler-se na pergunta. 

O facto de ser uma instituição como a Gulbenkian a promover trabalho precário e ilegal tem particular importância porque, argumenta o Bloco, “normaliza a precariedade em todo o setor cultural”. A Gulbenkian junta-se assim à Casa da Música e Fundação de Serralves numa sucessão de denúncias sobre ilegalidades laborais promovidas por estas instituições. 

Fundado em 1964, o Coro Gulbenkian conta presentemente com uma formação sinfónica de cerca de cem cantores, podendo atuar também em grupos vocais mais reduzidos. Assim, apresenta-se tanto como grupo a cappella, interpretando a polifonia dos séculos XVI e XVII, como em colaboração com a Orquestra Gulbenkian ou com outros agrupamentos para a interpretação das grandes obras do repertório clássico, romântico ou contemporâneo. Na música do século XX tem apresentado, frequentemente em estreia absoluta, inúmeras obras contemporâneas de compositores portugueses e estrangeiros. Tem sido igualmente convidado pelas mais prestigiadas orquestras mundiais, entre as quais a Philharmonia Orchestra de Londres, a Freiburg Barockorchester, a Orquestra do Século XVIII, a Filarmónica de Berlim, a Sinfónica de Baden‑Baden, a Sinfónica de Viena, a Orquestra do Concertgebouw de Amesterdão, a Orquestra Nacional de Lyon, a Orquestra de Paris, ou a Orquestra Juvenil Gustav Mahler. Foi dirigido por grandes figuras como Claudio Abbado, Colin Davis, Frans Brüggen, Franz Welser‑Möst, Gerd Albrecht, Gustavo Dudamel, Jonathan Nott, Michael Gielen, Michael Tilson Thomas, Rafael Frübeck de Burgos, René Jacobs, Theodor Guschlbauer, ou Esa-Pekka Salonen, entre muitos outros. 

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