Bloco congratula-se com demissão da presidente da Fundação Cidade de Guimarães

22 de julho 2011 - 17:27

Partido recorda que sempre denunciou os abusos e incompetência da administração, os salários milionários e o alheamento da vida da cidade. Mas afirma que a demissão não basta para garantir o sucesso de Guimarães 2012.

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Bloquistas afirmam que é preciso “agir rapidamente para garantir o sucesso de Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura.

A presidente da Fundação Cidade de Guimarães, Cristina Azevedo, demitiu-se do cargo após chegar a um acordo de rescisão com aquela instituição. A Fundação Cidade de Guimarães é a entidade responsável pela programação artística e cultural da Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012.

Em nota à imprensa, o Bloco de Esquerda congratulou-se com a decisão, que vinha reivindicando há vários meses.

Para os bloquistas, a equipa dirigente, e principalmente a sua presidente, Cristina Azevedo, tinham-se tornado há muito “um factor de instabilidade que ameaçava o sucesso de Guimarães 2012”.

O Bloco recorda que sempre denunciou os abusos e incompetência da administração, os salários milionários e o alheamento da vida da cidade. Afirma, porém, que a demissão não é suficiente para garantir o sucesso da Capital Europeia da Cultura 2012.

“Em primeiro lugar”, diz o comunicado, “importa garantir que, depois de o Estado ter assegurado um salário absolutamente irrealista e milionário à anterior administração, este acordo não sobrecarregue novamente os cofres públicos. Ninguém compreenderá, muito menos numa época de austeridade, que a incompetência possa ser financeiramente recompensada”.

O Bloco critica também o modelo de fundação privada escolhido, “que vive integralmente de fundos estatais, mas em que o Estado não tem capacidade nem mecanismos para intervir na defesa do interesse público quando este é desbaratado”.

Os bloquistas afirmam que é preciso “agir rapidamente, para garantir o sucesso de Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura, um evento que deve ter dimensão nacional e internacional, mas terá necessariamente de envolver os agentes culturais e a população de Guimarães.”