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Bloco apresenta uma dezena de medidas para conter pandemia na região de Lisboa

Beatriz Gomes Dias, candidata do Bloco à Câmara, apresentou 10 medidas para travar a pandemia na região de Lisboa, que tem o maior número de casos e é a mais atrasada na vacinação. A deputada defendeu a necessidade de atingir os cem mil testes , que o Governo não cumpriu.
Beatriz Gomes Dias apresentou dez medidas para combater a pandemia, 26 de junho de 2021 – Foto de José Sena Goulão/Lusa
Beatriz Gomes Dias apresentou dez medidas para combater a pandemia, 26 de junho de 2021 – Foto de José Sena Goulão/Lusa

Beatriz Gomes Dias apresentou as dez medidas que preparou em conjunto com a sua equipa de candidatura, para conter a pandemia na região de Lisboa.

As Dez Medidas para Conter a Pandemia são:

1. Testagem gratuita no domicílio para atingir os 100 mil testes dia, o reforço deve começar nos serviços do SNS e haver testagem gratuita no domicílio. Só assim se conseguem diagnosticar cadeias de contágio.

2. Não deixar pessoas vulneráveis para trás. Para isso é necessário contratar equipas multidisciplinares para testagem e vacinação, que devem acompanhar pessoas vulneráveis.

3. Plano Metropolitano para alojamento em caso de isolamento. Autarquias devem garantir condições de isolamento para quem não tem condições em sua casa.

4. Aumentar a vacinação para salvar vidas. Lisboa não pode ser a região com menor vacinação. Reforçar as equipas com mais profissionais.

5. Recuperar a Saúde Mental. Reforçar as medidas dirigidas ao bem-estar mental da população, assim como um programa específico para os profissionais de saúde (exaustos de meses de combate à pandemia). O SNS não pode ser só para a resposta COVID.

Plano de intervenção Travar a Pandemia em Lisboa

Plano de intervenção Travar a Pandemia em Lisboa (clique na imagem)

6. Financiar as autarquias para responder às pessoas com doenças crónicas. Linha de financiamento para permitir que os municípios invistam em programas comunitários de apoio às pessoas com doenças crónicas, complementando a necessária retoma normal de consultas no SNS.

7. Nenhuma pessoa fora do SNS. A nenhum migrante deve ser vedado o acesso ao SNS. Beatriz Gomes Dias na apresentação das medidas sublinhou que é essencial “integrar as pessoas, ultrapassando as dificuldades que têm existido na integração”.

8. Cuidar de quem cuida. Executar o programa de apoio aos cuidadores informais, o qual tem de ser completado com uma rede de cuidados formais. O projeto Radar, da Câmara Municipal de Lisboa, deve ser alargado a todos os municípios da Área Metropolitana.

9. Reforçar de imediato a resposta de saúde pública. É urgente contratar mais médicos, enfermeiros e técnicos especializados na área, abrindo um concurso extraordinário, aumentando os rácios previstos na lei e acabando com a precariedade no setor. As equipas de saúde pública devem integrar profissionais com outros conhecimentos e competências (estatística, ciências sociais e comportamentais, etc.).

10. Criar um Conselho Científico para Emergências de Saúde Pública. Este organismo deve ter um funcionamento regular e deve ser devidamente assessorado técnica e cientificamente, tendo competências de análise e aconselhamento em situações de emergência de saúde pública. “É necessário ouvir especialistas em todos os momentos”, sublinhou a deputada.

Três Objetivos

As medidas propostas pelo Bloco de Esquerda, preparadas e apresentadas por Beatriz Gomes Dias, têm três objetivos.

Em primeiro lugar, conter e quebrar as cadeias de transmissão.

Em segundo lugar, evitar um novo confinamento.

E, em terceiro lugar, começar a recuperar o SNS e os cuidados não covid.

Catarina Martins - Foto de José Sena Goulão/Lusa
Catarina Martins - Foto de José Sena Goulão/Lusa

No final, Catarina Martins anunciou que as 10 medidas apresentadas serão apresentadas “em breve” ao parlamento como projeto de resolução.

A coordenadora do Bloco de Esquerda sublinhou que é preciso “recuperar o SNS e os cuidados ‘não-covid” e deixar de fazer uma gestão das equipas de saúde “ao mês”.

“O Governo fez sempre gestão a curto prazo e as equipas de saúde pública continuam a ser contratadas ao mês”, mas é preciso “ter equipas mais estáveis e durante períodos muito mais longos para que a resposta seja mais consistente”, defendeu Catarina Martins.

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