Bloco apresenta propostas para enfrentar a crise nas escolas

03 de setembro 2013 - 15:10

João Semedo e Ana Drago estiveram esta terça-feira com os professores nos Centros de Emprego para denunciar o maior despedimento de que há memória em Portugal e apresentar alternativas para defender a escola pública e a qualificação dos jovens.

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Nuno Crato ao comando das políticas bulldozer contra a escola pública

"Nos últimos anos, o investimento público em educação tem vindo a ser cortado de uma forma abrupta e nunca antes vista. Nuno Crato decidiu fazer um conjunto de reformas na Educação com um único objetivo: despedir o máximo de professores", afirmou Ana Drago junto ao Centro de Emprego de Benfica.

Para a dirigente bloquista, a estratégia de Nuno Crato "é a resposta errada para a crise que estamos a viver. Portugal precisa de apostar na Educação, na qualificação das suas crianças e dos seus jovens, exatamente para desenhar a possibilidade um futuro melhor para o país e o conjunto dos seus cidadãos". 

"O governo de Passos Coelho e Nuno Crato despediram em dois anos mais de 25 mil professores e ameaçam continuar. Estes professores fazem falta à escola pública e à educação dos nossos filhos", defendeu o coordenador bloquista. "O que o Governo tira à Escola Pública dá ao ensino privado, às escolas particulares. Isto é mau para a educação e para o sucesso escolar", sublinhou João Semedo. 

Nesta visita aos Centros de Emprego, o Bloco de Esquerda apresentou as suas propostas num folheto destinado aos professores, onde mostra a curva descendente no investimento em Educação desde a tomada de posse do Governo de Passos Coelho e Nuno Crato. A par das dezenas de milhares de professores já despedidos pelo Ministério, Crato aumentou o número de alunos por turma e desviou recursos para o ensino privado em locais onde a oferta da escola pública está subaproveitada.

"Fazer a defesa da escola pública é apostar no futuro do país. É necessário lutar pela colocação dos professores que são necessários nas escolas, pela qualificação dos nossos jovens, pela aposta num futuro melhor e numa educação de qualidade", defendeu Ana Drago.

O Bloco propõe a vinculação de mais professores e a sua estabilidade de colocação e carreira, bem como a redução para 22 alunos por turma. Na rede pré-escolar, a proposta bloquista passa pela anulação da imposição de propinas e a expansão da rede, permitindo criar empregos úteis e sustentáveis a nível local e assim apoiar os pais em dificuldades.

O esbanjamento e a promiscuidade com o ensino privado, duas imagens de marca da gestão de Nuno Crato, também merecem a oposição do Bloco, que rejeita esta "expansão das parcerias público-privadas na Educação". "É preciso poupar nas rendas pagas a escolas privadas, deslocando estes recursos para o investimento na escola pública", defende o Bloco neste folheto distribuído à porta dos Centros de Emprego em várias localidades do país.