Milhares de professores fazem fila nos centros de emprego por todo o país

02 de setembro 2013 - 14:28

Os centros de emprego por todo o país encheram-se com filas de professores contratados que viram o seu vínculo laboral com o Estado expirado a 31 de Agosto. Mário Nogueira, líder da Fenprof, acusa o ministério da Educação de perseguição aos professores contratados.

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Fila de professores no Centro de Emprego de Gaia

Milhares de professores inscreveram-se esta segunda-feira nos centros de emprego em todo o país, para receberem o subsídio de desemprego.

Segundo a Fenprof e a FNE os professores em causa viram o seu vínculo terminado com o Estado a 31 de agosto, estando neste momento sem contrato.

Nesta manhã de segunda-feira vários dirigentes sindicais marcaram presença nos principais Centros de Emprego do país, acompanhando os imensos docentes que ficaram sem emprego.

No centro de emprego de Vila Nova de Gaia, César Paulo, Presidente da Associação Nacional de Professores Contratados, acusou o executivo de Passos Coelho e Nuno Crato de “deixar os docentes numa situação precária durante décadas”.

Fenprof acusa ministério de Nuno Crato de perseguição aos professores contratados

“Há aqui quase uma perseguição aos professores que não têm vínculo ao Estado e que são contratados”, defende Mário Nogueira em declarações à RTP. O líder do principal sindicato de professores diz que o executivo pretende obrigar os professores contratados – que em inúmeros casos têm entre 10 e 15 anos de serviço – a fazer uma prova de ingresso na profissão.

O dirigente sindical salienta ainda que “há aqui a ideia de que o Ministério transformou os professores contratados numa espécie de ‘persona non grata’, de alguma coisa a extinguir, porque na verdade não é só o problema do desemprego”.



“Por exemplo, a todos estes professores o Ministério da Educação tem andado a recusar, aos que têm sido despedidos ano após ano, pagar a indemnização por caducidade a que têm direito, que em alguns casos chega a atingir os 2 mil ou 3 mil euros”, sublinha.