Bloco apresenta propostas de alteração ao Programa de Arrendamento Acessível

26 de setembro 2018 - 12:12

A proposta apresentada na Assembleia da República defende que estes contratos tenham a duração mínima de 5 anos, que o valor das rendas no âmbito deste programa seja de 60% do valor médio de mercado e que mesmo aqueles que não cumpram a taxa de esforço exigida possam aceder a este apoio.

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Bloco apresenta propostas de alteração ao Programa de Arrendamento Acessível
Foto de Paulete Matos.

O Bloco de Esquerda avançou na Assembleia da República com propostas de alteração aos diplomas do governo sobre o Programa de Arrendamento Acessível. Nesta proposta, o Bloco propõe contratos com duração mínima de cinco anos, ao invés do mínimo de três anos previsto pelo executivo, existindo a possibilidade de estes serem renovados por prazos mínimos de dois anos.

A proposta bloquista coloca o valor de referência do preço de renda da habitação nos 60% do valor médio de mercado, ao invés dos 80% propostos pelo governo.

Por último, foi proposta a inclusão de um ponto adicional, no qual se procura garantir que ninguém fica privado do seu direito à habitação:

“No caso do titular da candidatura não cumprir os critérios da taxa de esforço (…) por motivos de insuficiência económica e não se encontrar incluído em nenhum programa abrangido pelo regime de renda apoiada, é atribuído um apoio ao referido titular correspondente à diferença entre o valor da renda e o limite de um valor de renda que cumpra os critérios da taxa esforço para o respetivo agregado previstos do Programa de Arrendamento Acessível”, pode ler-se na proposta de alteração apresentada.

O objetivo seria permitir que quem não for beneficiário de algum programa de renda apoiada, possa aceder ao Programa de Arrendamento Acessível mesmo que não cumpra a taxa de esforço. Nestas situações, estaria prevista a criação de um apoio público para garantir o acesso e o cumprimento da taxa de esforço.