A Blackwater ficou tristemente célebre pelo massacre que matou 17 civis iraquianos numa praça de Bagdade em 2007, numa altura em que dominava o negócio da segurança privada a diplomatas, instituições e empresários ocidentais no país. Foi por isso que até mudou de nome, chamado-se agora Xe Services.
Segundo informa o jornal New York Times, nos casos agora concluídos pelo acordo com a justiça norte-americana a Blackwater era acusada de transporte ilegal de armas para o Afeganistão, de ter feito propostas para treinar os rebeldes no sul do Sudão e de dar formação e treino à polícia taiwanesa.
Mas há outros casos pendentes que não se incluem neste acordo, como de corrupção a funcionários do governo iraquiano e a morte de dois afegãos no ano passado, acrescenta o NY Times. A transferência de tecnologia militar e algum armamento para fora dos Estados Unidos obriga a notificação, mas a empresa não só não informou as autoridades como tentou esconder o envio das armas. Numa das transferências de armamento para o Iraque, as armas iam dentro de contentores com comida para cães, diz o jornal nova-iorquino. Algumas destas armas foram depois vendidas no mercado negro e a investigação acredita que tenham ido parar às mãos dos combatentes curdos do PKK.
As fraudes e más condutas desta empresa não parecem estar a afectar a boa relação com as forças de segurança norte-americanas. Ainda há dois meses, foi-lhe atribuída a segurança dos gabinetes do Departamento de Estado no Afeganistão e renovado o contrato para proteger a estação da CIA em Cabul. Ao todo foram mais de 170 milhões de euros entregues pelo Estado à empresa do ex-comando dos Navy Seals, Erik Prince.
Blackwater paga 33 milhões de euros em multas
21 de agosto 2010 - 16:34
Para continuar a ter contratos pagos pelos EUA, a empresa de mercenários norte-americana chegou a acordo com o Departamento de Justiça em vários casos de venda de armas e outras operações ilegais de que era acusada.
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