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BE Queer: terceiro número da revista LGBTI+ do Bloco de Esquerda

A revista semestral é produzida pelo grupo LGBTI+ do Bloco de Esquerda. Conta com artigos sobre os programas e verbas alocados ao OE2020 para combate à discriminação e um apanhado legislativo da evolução dos direitos LGBTI+ do 25 de abril aos dias de hoje, entre outros.
Foto de Inês Ferreira
Foto de Inês Ferreira

O terceiro número da revista BE Queer tem data de lançamento para março de 2020. A revista, produzida pelo grupo Lésbico, Gay, Bissexual, Trans e Intersexo (LGBTI+) do Bloco de Esquerda, é uma publicação semestral de distribuição gratuita disponível em todas as sedes do Bloco de Esquerda.

O editorial é da responsabilidade de Paulo Pina da Silva e faz um apanhado legislativo da evolução dos direitos LGBTI+ do 25 de abril aos dias de hoje. O percurso, inegavelmente positivo, não está, porém, necessariamente visível na sociedade.

“A lei pode ajudar, mas é a nós que compete, ao comunicarmos, ao sermos diferentes daqueles que também eles são diferentes de nós, e encontrarmos harmonia no que temos em comum, fazer aplicar a lei”, conclui o texto de abertura.

João Labrincha traz uma questão que tem estado na ordem do dia quando falamos abertamente e no espaço público sobre os direitos das minorias sociais e nos episódios de preconceito sentidos no dia a dia: lutar pelos direitos LGBTI+ faz crescer a extrema direita?

A ativista LGBTI+ e atualmente deputada à Assembleia da República, Fabíola Cardoso, partilha a sua intervenção na audição da ministra de Estado e da Presidência no âmbito da discussão na especialidade do Orçamento de Estado para 2020. Nela, Fabíola fala sobre os programas e verbas para questões diretamente relacionadas com a população LGBTI+ e os seus direitos: saúde trans, apoio às ONG e formação para profissionais de educação, saúde, justiça e forças de segurança.

Na área da cultura, Bianca Almeida faz uma análise da identidade de género na obra de Mia Couto, Beatriz Pedroso escreve sobre a série Sex Education da plataforma de streaming Netflix e Gil Cunha escreve uma pequena biografia de Alan Turing.

Polari, uma espécie de calão de inúmeras subculturas ostracizadas da sociedade britânica, é o tema do artigo de Pedro Vilão. Nele é traçada a origem da gíria, o papel por esta desempenhada nas técnicas de sobrevivência da população LGBTI+ da Grã Bretanha do passado século, a sua introdução à cultura popular e a relevância histórica que tem adquirido nos últimos anos.

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PDF icon Revista BE Queer #3 março 202013.14 MB
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