Os analistas prevêem que o BCE continue a subir a taxa de juro de referência, que no final do ano poderá chegar a 1,75%. A subida da taxa de juro terá um impacto negativo nas economias, nomeadamente dos países mais fragilizados da UE, como Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha.
O BCE justificou o aumento da taxa de juro com a subida da taxa de inflação, que em Março se situou em 2,6% na zona euro.
Ao contrário do BCE, o Comité de Política Monetária do Banco de Inglaterra decidiu manter a taxa de juro de referência, temendo que uma subida afunde ainda mais a economia britânica. A taxa de juro do Banco de Inglaterra está no mínimo histórico de 0,5%, há 26 meses, e o Comité de Política Monetária decidiu manter o programa de compra de activos em 200 mil milhões de libras.
No dia da decisão do BCE, as taxas Euribor atingem valores máximos desde Abril de 2009: a três meses subiram para 1,280%; a seis meses para 1,585%; a 12 meses para 2,042%.
De acordo com uma simulação feita pela Deco para a agência Lusa, o impacto da subida da taxa de juro do BCE na Euribor deverá provocar um agravamento entre 12 e 20 euros na prestação mensal do crédito à habitação.