Banco público de células estaminais há 2 anos sem financiamento

16 de agosto 2011 - 17:51

O LusoCord, banco público de células estaminais, está há dois anos sem qualquer financiamento público. Directora diz que recebeu “sinal positivo” do actual Governo de que as verbas poderão ser desbloqueadas em breve. Uma petição pelo seu financiamento está disponível na internet.

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O Orçamento para 2011 prevê que o banco público de células estaminais receba 2 milhões de euros

Na petição pelo financiamento do LusoCord é referido que, após 2 anos de funcionamento, “este organismo continua a sobreviver, desde o primeiro dia, sem qualquer tipo de apoio estatal”, que “actualmente, sem verbas nem pessoal para continuar o seu bom funcionamento, corre o sério risco de fechar portas deixando muitos doentes sem tratamento” e solicita ao primeiro-ministro, ao ministro da Saúde e ao secretário de Estado “uma imediata resolução quanto ao financiamento e pessoal, que permita a operacionalização do banco público de células do cordão umbilical, Lusocord”.

Em declarações à agência Lusa, a directora do Centro de Histocompatibilidade do Norte, Helena Alves, diz: “Tenho, neste momento, um sinal de que de facto há um interesse da tutela no sentido de nos apoiar e que há um reconhecimento do trabalho da instituição. Penso que tenho motivos para acreditar que a situação será resolvida”. As verbas contempladas no Orçamento de Estado para 2011 são 2 milhões de euros.

Helena Alves disse ainda à agência que “se forem atribuídos dois milhões de euros por ano, o Lusocord conseguirá trabalhar bem” e que “a curto prazo, quando as amostras estiverem disponíveis, se poderá compensar esses gastos com o dinheiro que se poupa na importação desse sangue do cordão e com o que se ganha na exportação para os estados que dele necessitarem”.

Quanto a pessoal, Helena Alves refere que “o centro de histocompatibilidade tem andado sempre nos limites”, que apesar de o quadro inicial previsto ter sido de 49 pessoas, “nunca chegou a ter mais de 24 ou 25” e que “actualmente, temos 14 pessoas no quadro, a começar na directora e a acabar na auxiliar de limpeza”.

Segundo a agência, em dois anos, o Lusocord fez a criopreservação de sete mil unidades para transplantes, de um total de 18 mil dádivas. O Banco Público permite não só tratar doentes com leucemia, aplasias medulares e outras doenças fatais com necessidade de transplante, como pode ainda disponibilizar amostras para a investigação de tratamento de doenças graves como as doenças coronárias, diabetes, alzheimer, parkinson, paralisias cerebrais e doenças autoimunes, entre outras.

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