Av. da Liberdade foi pequena para receber mega manifestação da CGTP

19 de março 2011 - 17:29

A CGTP promove, este sábado, um "dia de indignação e de protesto" contra o desemprego, o aumento do custo de vida e as injustiças sociais. A Avenida da Liberdade, em Lisboa, tornou-se "pequena" para receber a mega manifestação da CGTP.

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Segundo noticia a agência Lusa, por volta das 17h, quando a Praça dos Restauradores, onde termina o desfile, já estava cheia, ainda havia manifestantes a desfilar na Avenida Fontes Pereira de Melo, sendo que a Avenida da Liberdade foi “pequena” para os milhares de participantes.

A acção de protesto convocada pela CGTP, agendada para as 15h, começou com duas pré-concentrações - uma da função pública nas Amoreiras e outra do sector privado no Saldanha.

Ainda não eram 15h e já alguns milhares de funcionários públicos estavam concentrados junto às Amoreiras, em Lisboa. Apesar de ainda não ter sido iniciada a manifestação, já se visualizavam várias faixas dos respectivos sindicatos e ouviam-se palavras de ordem como "redução salarial enche os bolsos ao capital".

Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, afirmou à Agência Lusa que "esta luta é feita por mudanças efectivas, por isso estão aqui tantos milhares de funcionários públicos e por isso vamos continuar a mobilizá-los para continuarem a lutar até conseguirmos melhores condições de vida".

Arménio Carlos, da comissão executiva da CGTP, confirmou, também à agência Lusa, que tudo estaria a correr de acordo com as expectativas. Segundo o representante da CGTP já se encontravam no local “muitos milhares de trabalhadores da administração pública” e também estariam “vários milhares de trabalhadores do sector privado no Saldanha”.

Várias centenas de autocarros foram estacionando, entretanto, no Parque Eduardo VII, oriundos de diversas zonas do país.

Segundo noticia a agência Lusa, por volta das 17h, quando a Praça dos Restauradores, onde termina o desfile, já estava cheia, ainda havia manifestantes a desfilar na Avenida Fontes Pereira de Melo, sendo que a Avenida da Liberdade foi “pequena” para os milhares de participantes.

Na frente da manifestação desfilaram o cantor Vitorino e os Homens da Luta.

Depois de uma adesão massiva aos protestos da Geração à Rasca que, no passado sábado, se realizaram um pouco por todo o país e que levaram à rua mais de 300 mil pessoas, os manifestantes voltam hoje a comprovar que estão disposto a continuar a luta conta a precariedade, o desemprego e as medidas de austeridade impostas pelo governo.