Os autarcas socialistas de Santo Tirso e Barcelos, Joaquim Couto e Miguel Costa Gomes, e o presidente do Instituto Português de Oncologia do Porto, Laranja Pontes, e uma empresária não identificada (posteriormente identificada como Manuela Couto) foram detidos esta quarta-feira pela Polícia Judiciária no âmbito da “Operação Teia”.
Segundo a polícia Judiciária, esta investigação centrou-se nas autarquias de Santo Tirso, Barcelos e Instituto Português de Oncologia do Porto e “apurou a existência de um esquema generalizado, mediante a atuação concertada de autarcas e organismos públicos, de viciação fraudulenta de procedimentos concursais e de ajuste direto com o objetivo de favorecer primacialmente grupos de empresas, contratação de recursos humanos e utilização de meios públicos com vista à satisfação de interesses de natureza particular”.
A operação realizou dez buscas, domiciliárias e não-domiciliárias em autarquias, entidades públicas e empresas, relacionadas com “a prática reiterada de viciação de procedimentos de contratação pública, com vista a favorecer pessoas singulares e coletivas, proporcionando vantagens patrimoniais”, refere ainda a PJ em comunicado.
Joaquim Couto é um dos pesos pesados do aparelho socialista no norte do país. Foi governador civil do Porto entre 1999 e 2002 e foi o edil de Santo Tirso entre 1982 e 1989, repetindo a experiência desde 2013 até aos dias de hoje. Segundo a TVI, a empresária detida é a sua esposa, Manuela Couto, que em outubro passado já tinha sido detida e constituída arguida num processo de corrupção envolvendo contratos assinados entre as suas empresas de comunicação e o Turismo do Porto e Norte de Portugal.
Miguel Costa Gomes vai no seu terceiro mandato à frente da Câmara Municipal de Barcelos e no mês passado também foi constituído arguido, juntamente com a sua vice-presidente, numa investigação sobre o alegado favorecimento de uma empresa de segurança.
Notícia atualizada em 31 de maio às 13h50