Austeridade ameaça funcionamento das escolas

13 de setembro 2011 - 17:00

O funcionamento dos serviços de biblioteca, cantina, segurança, limpeza e o acompanhamento de alunos com necessidades especiais não estão a ser devidamente assegurados em muitas escolas, face à diminuição no número de assistentes operacionais (antigos auxiliares).

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Foto de Paulete Matos.

Segundo esclarece o presidente da Federação Nacional da Educação, João Dias da Silva, “existem vários serviços nas escolas que não vão funcionar devido à falta de auxiliares”, sendo que são os alunos com necessidades educativas especiais que mais sofrerão com a escassez destes profissionais.

Este ano lectivo, as escolas disponibilizarão de menos 5 mil assistentes operacionais.

O dirigente da Federação Nacional da Educação denuncia ainda que os assistentes “têm sido substituídos por tarefeiros, ou em regime de inclusão, pagos miseravelmente e que trabalham duas a quatro horas”, constituindo mão-de-obra “barata em vez de auxiliares com formação adequada”.

Adicionalmente, o aumento do IVA para o gás e a electricidade levará a que as escolas se vejam obrigadas a racionalizar energia, o que poderá pôr em causa o conforto e até mesmo a saúde dos alunos, condicionando a sua aprendizagem.

O corte já anunciado de 500 milhões de euros no orçamento do Ministério da Educação para 2012, que se junta à redução de 800 milhões imposta em 2011, terá outras consequências. As actividades extracurriculares correm mesmo o risco de acabar, pondo em causa o tão vaticinado conceito de escola a tempo inteiro.

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