Segundo esclarece o presidente da Federação Nacional da Educação, João Dias da Silva, “existem vários serviços nas escolas que não vão funcionar devido à falta de auxiliares”, sendo que são os alunos com necessidades educativas especiais que mais sofrerão com a escassez destes profissionais.
Este ano lectivo, as escolas disponibilizarão de menos 5 mil assistentes operacionais.
O dirigente da Federação Nacional da Educação denuncia ainda que os assistentes “têm sido substituídos por tarefeiros, ou em regime de inclusão, pagos miseravelmente e que trabalham duas a quatro horas”, constituindo mão-de-obra “barata em vez de auxiliares com formação adequada”.
Adicionalmente, o aumento do IVA para o gás e a electricidade levará a que as escolas se vejam obrigadas a racionalizar energia, o que poderá pôr em causa o conforto e até mesmo a saúde dos alunos, condicionando a sua aprendizagem.
O corte já anunciado de 500 milhões de euros no orçamento do Ministério da Educação para 2012, que se junta à redução de 800 milhões imposta em 2011, terá outras consequências. As actividades extracurriculares correm mesmo o risco de acabar, pondo em causa o tão vaticinado conceito de escola a tempo inteiro.