A subida do preço das casas não dá sinal de abrandar, bem pelo contrário. Os números divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística dão conta de uma subida de 17,7% do índice de Preços da Habitação, uma variação recorde desde o seu início em 2009. E é um recorde pelo terceiro trimestre consecutivo. Foi o preço das habitações existentes que mais subiu (19,1%), enquanto as habitações novas tiveram uma variação de 14,1% face ao terceiro trimestre de 2024.
A variação face ao trimestre anterior mantém-se acima dos 4%, com o terceiro trimestre a registar uma subida de 4,1%, abaixo dos 4,7% do trimestre anterior.
Também foi batido o recorde no montante gasto para compra de habitação, de 10,5 mil milhões, mais 16% do que no trimestre homólogo. O número e casa vendidas nos meses de verão caiu ligeiramente face ao trimestre anterior, para 42.481 habitações. A média do preço de venda situa-se em torno dos 247 mil euros.
Quanto à origem dos compradores, os que têm domicílio fiscal estrangeiro recuaram 16,4% em relação ao mesmo trimestre do ano passado e os que têm domicílio fiscal nacional subira 5,2% no mesmo período. A grande maioria das casas compradas foram habitações já existentes (80,5%) e as famílias constituem 88,3% dos compradores.
Um estudo divulgado esta semana concluiu que as medidas do Governo para dar isenções fiscais à compra de casa para jovens até 35 anos terá contribuído para um aumento de 3,17% no preço das casas ao fim de um ano da medida estar em vigor.