Está aqui

Ativistas entraram na Refinaria da Galp em Sines para exigir plano de Transição Justa

Ambientalistas da Ação 1.5 defendem que “não preparar uma transição agora é preparar o terreno para um encerramento à conveniência dos acionistas milionários da Galp, tal como aconteceu em Matosinhos”.
Foto da página de Facebook de Semear o Futuro.

Em comunicado divulgado pelo coletivo Climáximo, os ativistas realçam que “um plano para a Transição Justa desta refinaria é não só necessário como urgente”, pelo que “entregá-lo a quem deve liderar esta transição - quem trabalha na infraestrutura - é essencial”.

E foi exatamente isso que foi feito na iniciativa deste sábado, em que ativistas “entraram na refinaria para entregar em mão um plano de transformação não só da infraestrutura, mas de toda a região de Sines”. Este mesmo plano foi entregue “a uma grande quantidade dos trabalhadores que saíam dos seus turnos”.

“Não preparar uma Transição agora é preparar o terreno para um encerramento à conveniência dos acionistas milionários da Galp, tal como aconteceu em Matosinhos”, alertam

Este protesto exige uma transição energética justa através de um plano de transição justa baseado num diálogo social que privilegie os trabalhadores e as comunidades afetadas, bem como uma transição rápida e guiada pela ciência, com o encerramento planeado e gradual da Refinaria de Sines até 2025 e, simultaneamente, em Sines, investimento imediato em energia renovável e produzida localmente, por uma entidade municipal gerida democraticamente, de forma que até 2025, 100% da energia consumida em Sines seja de fontes renováveis.

Em causa está ainda uma transição dirigida por critérios claros de justiça social, mediante a garantia imediata de emprego público, na zona de Sines, ou reforma sem perda de rendimentos, para todos os trabalhadores diretos ou indiretos da Refinaria da Galp em Sines; formação profissional em empregos para o clima que comece agora e que abranja todos os trabalhadores; criação de um serviço público e descentralizado no setor energético até ao ano 2025, com uma reconversão para 100% renovável até 2030, que forneça energia renovável de baixo custo.

Os ativistas reivindicam igualmente uma transição liderada pelos trabalhadores e pela comunidade, que deve passar pela criação de uma comissão de transição justa, integrada por trabalhadores e membros da comunidade que gira a discussão e supervisione o cumprimento do plano. E uma transição que responsabilize financeiramente a Galp e os seus acionistas pelos custos da transformação, exigindo que a empresa financie todo o programa de transição, garanta formação profissional para todos os trabalhadores antes do encerramento da Refinaria e assegure 100% dos rendimentos dos trabalhadores durante a transição.

De acordo com o comunicado, alguns dos participantes foram detidos pela polícia, mas o protesto manteve-se ativo, com mais de um centena de participantes em ação em diferentes entradas desta refinaria.

 

Termos relacionados Ambiente
(...)