Os dois médicos e ativistas portugueses a bordo da global Sumud Flotilla devem deixar Israel ao princípio da tarde num voo com destino à Turquia. A chegada a Portugal está prevista para esta sexta-feira às 9h40 ao aeroporto do Porto.
Tal como as mais de quatro centenas de pessoas sequestradas e levadas para o porto israelita de Ashdod, onde ficaram detidos, serão agora repatriados depois de o ministro da Segurança Ben-Gvir ter chocado o mundo ao mostrar alguns maus-tratos a que foram sujeitos.
Na quarta-feira, um grupo de 37 eurodeputados, incluindo Catarina Martins, voltou a exigir a suspensão imediata do Acordo de Associação UE/Israel e a abertura de um inquérito à cumplicidade dos estados-membros da UE com a operações de sequestro e detenção de ativistas da flotilha humanitária nas últimas semanas.
“A Europa não pode continuar a fazer vista grossa. Cada vez que não se age, isso é um sinal para Israel de que a ilegalidade não tem consequências. Esse sinal tem de acabar agora.”, afirmam.
Montenegro defende “suspensão parcial” do acordo UE/Israel, Pureza responde que isso é “aceitar parte do genocídio”
Noutra reação as imagens humilhantes publicadas pelo ministro da Segurança de Israel, o primeiro-ministro português afirmou que o governo está disponível para apoiar a “suspensão parcial” do acordo de cooperação entre a União Europeia e Israel.
Nas redes sociais, o coordenador do Bloco de Esquerda respondeu a Luís Montenegro, dizendo que “suspender parte de um acordo com o genocida é como aceitar parte do genocídio”. Para José Manuel Pureza, “a suspensão total é o único caminho de quem defende os direitos humanos”.