A Plataforma Parar o Gás rumou este sábado a Sines com a intenção de reivindicar o fim da utilização de gás fóssil para produzir eletricidade, substituindo-o por fontes de energia renovável, até 2025.
Mais de 150 ativistas, de acordo com o comunicado da organização, partiram da Praça da República e da antiga Central de Carvão da EDP para as duas entradas do terminal de gás nacional liquefeito no Porto de Sines.
Os defensores do clima explicam que a REN – Redes Energéticas Nacionais – proprietária da infraestrutura lucrou, no primeiro trimestre do ano 12,8 milhões de euros, em contraste com seis milhões contabilizados em período homólogo do ano anterior. Dizem que a empresa anunciou um investimento de quase 900 milhões de euros para infraestrutura fóssil nos próximos dez anos e que isso é um “percurso suicida para o caos climático” que é urgente travar.
Acusam ainda os governos de desistirem de travar a crise climática, ao mesmo tempo que garante que “o movimento pela justiça climática não desistiu nem vai desistir”.
Matilde Ventura, porta-voz da ação e membro do Climáximo, declarou sobre a ação: “estamos a parar o crime da contínua utilização de gás fóssil no nosso sistema elétrico, um sistema que foi deliberadamente viciado em gás por empresas como a Galp, a EDP e a REN e com o apoio explícito de sucessivos governos nos últimos 30 anos. Construíram um sistema que nos impõe a crise do custo de vida e nos empurra para o pesadelo do caos climático. Por todos este motivos tem de ser parado este crime.”
Chegados ao local, um grupo de dez ativistas acorrentou-se no portão. Ana Maria Valinho, uma delas, disse à Lusa que “bloquear fisicamente”, neste caso com um cadeado de bicicleta colocado à volta do pescoço, é uma “demonstração da nossa vontade em reduzir a utilização de um recurso fóssil não renovável”. A ativista diz que vão ficar no local “por tempo indeterminado até obtermos um resultado que nos agrade”. Reclamam assim “maior visibilidade” e “oportunidade de negociação”.