Os assassinos da ativista e ex-vereadora do Partido Socialismo e Liberdade Marielle Franco e do seu motorista, Anderson Gomes, foram condenados a 78 anos e 59 anos de prisão esta quinta-feira pelo 4.º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.
Ronnie Lessa, o ex-polícia que confessou ter matado as duas vítimas, foi alvo da pena mais pesada, enquanto Élcio Queiroz, o motorista do carro usado no crime, recebeu a pena mais leve, que mesmo assim o colocará durante 59 anos na prisão.
Marielle Franco foi assassinada em 2018 e gerou condenação mundial. Ronnie Lessa confessou que o crime está relacionado a um esquema de exploração e especulação urbana orquestrada pelas milícias armadas do Rio de Janeiro, segundo avança o Público.
Seis anos depois, um júri de sete homens, sorteados entre 21 pessoas, considerou os acusados culpados, depois de eles próprios terem confessado ao crime. Lessa terá indicado que os interesses imobiliários das milícias do Rio de Janeiro estavam a ser perturbados pelo trabalho de Marielle Franco.
Em março de 2024, o deputado federal brasileiro Chiquinho Brazão e o seu irmão Domingos Brazão foram detidos sob suspeita de terem ordenado a morte da vereadora. Segundo o Público, ambos estarão alegadamente ligados a grupos paramilitares criminosos, conhecidos como “milícias”.
À porta do tribunal no Rio de Janeiro, centenas de manifestantes juntaram-se para exigir justiça por Marielle Franco.