Um exclusivo Público/Folha de S.Paulo avança que, entre 2018 e 2021, o número de novas armas registadas cresceu de 39 mil para 163,7 mil nas 16 unidades da federação que votaram Bolsonaro Bolsonaro, o equivalente a um aumento de 320%. Já nos 11 estados que apoiaram Haddad, o crescimento foi foi de 223%, passando de 12 mil para 38,8 mil.
Se for tido em conta o número de licenças de novas armas no primeiro semestre de 2022 em relação à população de cada estado, verifica-se que, em 2022, existe uma arma nova para cada 1700 pessoas. Nos estados em que Haddad venceu, a relação é de uma nova licença por cada 3600 pessoas. Tal significa que este ano há duas vezes mais armas registadas por pessoa nos estados em que Bolsonaro venceu as eleições em 2018.
O presidente brasileiro tem vindo a flexibilizar as regras de acesso a armas e munições e defendeu que todas as pessoas deviam possuir uma espingarda. “Tem que todo mundo comprar fuzil, pô! Povo armado jamais será escravizado”, afirmou o chefe de Estado em agosto de 2021.