A fabricante de chips alemã, que era a maior accionista da empresa Qimonda, com sede em Munique e sucursais em Vila do Conde e Dresden, registou um aumento do seu volume de negócios de 55%, alcançando os 942 milhões.
A obtenção de lucros acima das expectativas irá permitir, inclusive, à empresa remunerar os seus accionistas.
Processo de insolvência da Qimonda lança milhares para o desemprego
A Qimonda AG declarou a falência em Janeiro de 2009, apenas um mês após ter recebido um empréstimo de emergência de 325 milhões de euros, entre os quais 100 milhões da banca portuguesa - a Caixa Geral de Depósitos (CGD) ajudou com um empréstimo de 60 milhões de euros, a que se juntaram 40 milhões do BES e o Millennium BCP.
Esta injecção de capital levou o governo do Partido Socialista a dar a entender que a viabilidade da Qimonda portuguesa, maior empresa exportadora portuguesa, estaria praticamente garantida. A administração da Qimonda portuguesa acabou por pedir a insolvência da empresa.
A fábrica de Vila do Conde passou, entretanto, a chamar-se Nanium, cujo capital social é dividido pelo BES e BCP, com participações de 41,06% cada, e pelo Estado português, através da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, que detém uma participação de 17,88%, e a produzir semicondutores em parceria com a alemã Infineon.
Apesar de o plano de insolvência prever que, em doze meses, a empresa chegaria a empregar 770 pessoas, a Nanium, segundo divulga o Jornal de Notícias emprega apenas 380 pessoas.
Em Janeiro de 2010, o Bloco de Esquerda questionou o Governo sobre o aumento em quatro horas dos turnos dos trabalhadores da Nanium, de oito para 12 horas, quando a empresa ainda mantinha funcionários em regime de lay-off.