Sines

Ambientalistas dizem: “tirem as mãos do litoral alentejano”

28 de julho 2024 - 10:17

Uma plataforma de duas dezenas de organizações alertou este sábado para problemas como a agricultura intensiva, o abate ilegal de sobreiros, a mão-de-obra “escrava” nas estufas e os projetos de mineração.

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Protesto "Tirem as mãos do litoral alentejano"
Protesto "Tirem as mãos do litoral alentejano". Foto de Tiago Canhoto/Lusa.

Enquanto a cidade estava cheia por causa do último dia do Festival Músicas do Mundo, os movimentos de defesa do ambiente aproveitaram para fazer chegar a milhares de pessoas a sua mensagem em Sines.

Uma plataforma de duas dezenas de organizações organizou este sábado uma ação na Praia Vasco da Gama que culminou com o desenho de um SOS humano no areal. A sua mensagem central é sintetizada pelo nome da plataforma escrito na faixa que foi percorrendo a praia por entre os veraneantes: “tirem as mãos do litoral alentejano”.

À Lusa, Avani Ancok, uma das porta-vozes do movimento, disse que o objetivo é “sensibilizar, informar as pessoas que há outra maneira”, diferente dos problemas que assolam a região e que enumerou: a agricultura intensiva, abate ilegal de sobreiros, mão-de-obra “escrava” nas estufas, projetos de mineração.

Outra das porta-vozes, Teresa Manuel, centrou-se na questão dos sobreiros que foram abatidos para ser feito um parque eólico em Morgavel”, explicando que a intenção era “alertar as pessoas que estão aqui no festival precisamente para terem esta sensibilidade, perceberem o que é que está a acontecer em Portugal, nomeadamente nesta zona do litoral alentejano, para (…) nos ajudarem a vigiar os sobreiros que ainda estão de pé, porque ainda há sobreiros que estão de pé”.

Ao mesmo tempo que circulavam, muitos coletes refletores, distribuíam um panfleto onde se lia que “o território de Tróia a Odeceixe está a ser sacrificado em nome de interesses económicos, com graves consequências sociais e ecológicas.”