Alunos dos cursos profissionais na Escola Secundária de Santa Maria da Feira no ano letivo passado ainda não receberam as bolsas de estágio a que tinham direito. Estes cursos conferiam o nível 4 (12º ano) e incluam um estágio, a realizar no final do ano letivo, com uma duração de cerca de 400h, denuncia o Bloco de Esquerda de Aveiro.
Estes estágios aconteceram em diversas empresas do concelho, localizadas em diferentes Freguesias, obrigando a deslocações regulares dos estagiários. Para fazer face às despesas inerentes, os alunos tinham direito a uma bolsa de estágio que inclua um subsídio de deslocação e um subsídio de alimentação. No entanto, os alunos ainda não receberam qualquer verba referente a esta bolsa.
Os alunos que frequentaram os cursos profissionais na Escola Secundária de Santa Maria da Feira adiantaram dinheiro do seu próprio bolso, acumulando despesas de deslocação e de alimentação, uma vez que as bolsas não estavam a ser pagas e ainda não foram pagas.
Além disso, alguns destes alunos, segundo a Comissão Coordenadora Distrital de Aveiro do Bloco, Grave eram obrigados a jornadas de trabalho que, no caso da restauração, chegava às 12h seguidas. "Um estágio é um momento de consolidação das aprendizagens feitas e de melhor contato com o contexto real de trabalho, não deve servir para que as empresas tenham mão-de-obra gratuita que podem explorar a seu belo prazer. Este tipo de práticas configura uma exploração e não formação", afirma a organização distrital do Bloco.
O Bloco, numa pergunta assinada pelo deputado Moisés Ferreira, pergunta ao ministro da Educação para quando o pagamento das bolsas de estágio que são devidas aos alunos que já terminaram o curso de formação profissional e o que irá fazer para garantir que futuros estagiários não são obrigados a jornadas de laboração contínua como aquelas aqui relatamos.