Alemanha: maior greve de comboios em duas décadas

06 de novembro 2014 - 16:09

Sindicato dos Maquinistas pede um aumento salarial de 5% e uma semana de trabalho mais curta, de 37 horas, e acusa administração da operadora ferroviária alemã Deutsche Bahn de emperrar o acordo. Greve prevista para durar até segunda-feira.

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É a sexta greve convocada pelo Sindicato dos Maquinistas Alemães (GDL) desde setembro. Foto de InterCityImpress
É a sexta greve convocada pelo Sindicato dos Maquinistas Alemães (GDL) desde setembro. Foto de InterCityImpress

Os maquinistas de comboios alemães ampliaram nesta quinta-feira para os serviços de passageiros uma greve sem precedentes no sistema ferroviário germânico, causando grandes perturbações em todo o país.

A paralisação, a sexta convocada pelo Sindicato dos Maquinistas Alemães (GDL) desde setembro, começou na quarta-feira, nos serviços de carga, chegando aos de passageiros nesta quinta e deverá prosseguir até às 4h de segunda-feira.

Greve poderá afetar as comemorações neste fim de semana do 25º aniversário da queda do Muro de Berlim.

É a greve a mais longa em 20 anos de história da operadora ferroviária alemã Deutsche Bahn, afetando os comboios de longa distância, os serviços ferroviários regionais, e as redes de comboios urbanos, e poderá afetar as comemorações neste fim de semana do 25º aniversário da queda do Muro de Berlim.

O sindicato rejeitou na noite desta quarta-feira uma oferta de acordo da empresa estatal. Os maquinistas acusam a administração de emperrar a negociação das reivindicações do sindicato, que pede um aumento salarial de 5% e uma semana de trabalho mais curta, de 37 horas.