As greves nas próximas semanas serão "mais duras", anunciaram as centrais sindicais DGB e Ver.di, as mais poderosas do sector público a propósito do adiamento das negociações de um novo acordo coletivo que envolve mais de dois milhões de assalariados.
As negociações foram adiadas depois de os representantes dos trabalhadores terem rejeitado as contra-propostas governamentais. As centrais sindicais colocaram na mesa aumentos de 6,5 por cento num ano e o governo respondeu com um aumento de 3,3 por cento em dois anos, "o que não é aceitável nem na quantia nem na duração", de acordo com os trabalhadores.
Os salários dos trabalhadores da administração pública alemã têm estado praticamente congelados desde 2004.
"Os assalariados vão mostrar nos próximos dias o que pensam sobre a proposta dos empregadores nas creches, nas empresas de transportes públicos e nos hospitais", advertiu Frank Bsirske, presidente da central Ver.di. A próxima sessão de negociações foi marcada para 28 e 29 de Março em Potsdam.
Artigo publicado no portal do Bloco no Parlamento Europeu