Alegre reúne com centrais sindicais

03 de novembro 2010 - 3:13

O candidato presidencial deu a conhecer as suas propostas e partilhou das preocupações das duas centrais, tendo havido “uma grande convergência” de pontos de vista. Alegre comprometeu-se na defesa do Estado Social e da Constituição da República Portuguesa.

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Reunião entre Manuel Alegre e Carvalho da Silva. Foto da Lusa.

Durante a manhã de terça-feira, Manuel Alegre encontrou-se com Carvalho da Silva. O sindicalista, referindo-se às eleições presidenciais, afirmou que o «O futuro não vai lá com candidaturas e propostas que prossigam aquilo que foi o caminho do desastre, tem que haver mudança», numa manifesta alusão ao seu distanciamento perante a candidatura de Cavaco Silva.

 O candidato presidencial, por sua vez, sublinhou que «Quando as pessoas dialogam encontram muitos pontos em comum e às vezes pensando alto e pensando alto em comum também se descobrem novos caminhos».

Durante a tarde foi a vez de Alegre reunir com João Proença. O representante da UGT expressou a sua preocupação perante a situação económica do nosso país, com o crescimento do desemprego e o agravamento das desigualdades, decorrente da proposta de Orçamento do Estado.

Neste encontro, Manuel Alegre comprometeu-se a defender “o Estado Social e os direitos sociais” que estão consagrados na Constituição da República Portuguesa e afirmou estar “claramente do lado do mundo do trabalho e em sintonia com as preocupações das duas centrais sindicais, a CGTP e a UGT”. Na sua opinião, “São precisas novas políticas, políticas sectoriais que reconstituam o nosso tecido produtivo e, sobretudo, mais sensibilidade social”.

No que diz respeito à Greve Geral de 24 de Novembro, Alegre afirmou que “Trata-se agora mais do que o direito à greve, mas de um alerta à sociedade e de um virar de página e de abrir novos caminhos para a nossa sociedade numa aposta em muito mais sensibilidade social”.

Manuel Alegre declarou ainda que “O mundo do trabalho está a ser fortemente fustigado pela dureza das medidas” e que ele pela sua “formação de socialista, de homem de esquerda e da esquerda democrática”, está “em primeiro lugar ao lado do país”, mas está também “ao lado daqueles que mais sofrem”.