Durante a manhã de terça-feira, Manuel Alegre encontrou-se com Carvalho da Silva. O sindicalista, referindo-se às eleições presidenciais, afirmou que o «O futuro não vai lá com candidaturas e propostas que prossigam aquilo que foi o caminho do desastre, tem que haver mudança», numa manifesta alusão ao seu distanciamento perante a candidatura de Cavaco Silva.
O candidato presidencial, por sua vez, sublinhou que «Quando as pessoas dialogam encontram muitos pontos em comum e às vezes pensando alto e pensando alto em comum também se descobrem novos caminhos».
Durante a tarde foi a vez de Alegre reunir com João Proença. O representante da UGT expressou a sua preocupação perante a situação económica do nosso país, com o crescimento do desemprego e o agravamento das desigualdades, decorrente da proposta de Orçamento do Estado.
Neste encontro, Manuel Alegre comprometeu-se a defender “o Estado Social e os direitos sociais” que estão consagrados na Constituição da República Portuguesa e afirmou estar “claramente do lado do mundo do trabalho e em sintonia com as preocupações das duas centrais sindicais, a CGTP e a UGT”. Na sua opinião, “São precisas novas políticas, políticas sectoriais que reconstituam o nosso tecido produtivo e, sobretudo, mais sensibilidade social”.
No que diz respeito à Greve Geral de 24 de Novembro, Alegre afirmou que “Trata-se agora mais do que o direito à greve, mas de um alerta à sociedade e de um virar de página e de abrir novos caminhos para a nossa sociedade numa aposta em muito mais sensibilidade social”.
Manuel Alegre declarou ainda que “O mundo do trabalho está a ser fortemente fustigado pela dureza das medidas” e que ele pela sua “formação de socialista, de homem de esquerda e da esquerda democrática”, está “em primeiro lugar ao lado do país”, mas está também “ao lado daqueles que mais sofrem”.