Durante o debate com Pedro Passos Coelho, emitido pela TVI esta terça-feira, Francisco Louçã referiu-se ao “desnorte absoluto” do governo regional da Madeira, por causa dos seus exemplos flagrantes de despesismo público.
O coordenador da Comissão Política lembrou que o Jornal da Madeira, que é detido em 98,98% pelo governo regional e funciona como um verdadeiro órgão de propaganda, regista um défice acumulado de 50 milhões de euros.
Um outro exemplo apontado por Francisco Louçã diz respeito à atribuição, ao secretário-geral do PSD, da concessão de um estudo para o maior projecto de reconstrução da Madeira, o aterro da Baía do funchal, que implica um investimento de cerca de 40 milhões de euros.
Alberto João Jardim reagiu às declarações através de um comunicado distribuído no Funchal pela presidência do executivo madeirense, intitulado “desmentindo o sr. Louçã”. Nesse documento, o presidente do governo regional nega as declarações do dirigente do Bloco e acusa-o de proferir “uma série de mentiras desesperadas sobre a Madeira, que serão também tratadas nas instâncias judiciais”.