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Agricultura intensiva causa declínio de população de aves na Europa

Um quarto das aves do continente desapareceu em 40 anos, 20 milhões por ano, segundo uma contabilização em 20.000 pontos de 28 países.
Andorinha. Por Tailana Infeld/Flickr.
Andorinha. Por Tailana Infeld/Flickr.

Em cerca de 40 anos, a Europa perdeu um quarto das suas aves. São 20 milhões por ano, num total de 800 milhões. Nos meios agrícolas, a queda foi de 57%. Nas cidades de 28%. Nas florestas de 18%. A causa está na agricultura intensiva, nomeadamente devido ao uso de pesticidas e fertilizantes químicos, de acordo com um estudo publicado esta segunda-feira no revista científica norte-americana PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences).

A investigação analisou uma quantidade inédita de dados, recolhidos durante 37 anos, através do programa de seguimento de aves da Europa, em 20.000 pontos de 28 países. Foram seguidas as variações de 170 espécies.

Os cientistas explicam que fertilizantes e pesticidas afetam os insetos, o que por sua vez tem consequências pesadas para as espécies de aves insetívoras e das que dependem de insetos pelo menos durante parte da sua vida. Por exemplo, das 170 espécies estudadas, 143 dependem de insetos durante o período de reprodução. A escassez de insetos afeta a sobrevivência de crias.

Entre as espécies mais afetadas estão o pardal doméstico (-64%) e o papa-moscas cinzento (-63%).

Os investigadores apontam ainda o dedo às alterações climáticas: 40% dos pássaros que preferem o frio desapareceram da Europa. Exemplo é o chapim salgueiro. Já a urbanização atinge andorinhões e andorinhas, fazendo também o seu número decrescer.

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