Agência de notação deixa 'rating' de Portugal a um nível de “lixo”

01 de abril 2011 - 19:02

Fitch considera que o governo português devia pedir, o quanto antes, a intervenção da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional, mas avalia que isso é menos provável até às eleições legislativas de 5 de Junho.

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A agência considera que um pacote de resgate da UE e do FMI é condição necessária para garantir um financiamento sustentável.

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A agência de notação Fitch reduziu o rating de Portugal de A- para BBB-, um corte de três níveis que deixa o rating nacional a apenas um nível de ser considerado junk (“lixo”).

E, como manteve o rating de Portugal sob vigilância negativa, está a indicar que poderá ainda vir a fazer um novo corte – o que poderia levar a notação financeira de Portugal ao nível de “lixo”, ou até abaixo. No dia 24 de Março, a agência tinha já revisto o rating do país em dois níveis e, agora, voltou a baixar.

A Fitch justificou a decisão por considerar que é agora menos provável que Portugal accione um pedido de ajuda externa até às eleições legislativas de 5 de Junho. A agência considera que o governo português devia pedir, o quanto antes, a intervenção da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional. Outro motivo foi a revisão em alta do défice português de 2010, anunciado quinta-feira.

A agência considera que um pacote de resgate da UE e do FMI é condição necessária para “garantir um financiamento sustentável e restaurar a sustentabilidade da dívida a médio prazo e a confiança dos investidores em Portugal”.

Outra agência de notação, a Standard & Poor’s, também já pôs o rating de Portugal a apenas um nível de “lixo”. A Moody’s é a única agência que ainda coloca Portugal com um rating de nível A (A3), mas não deverá ser por muito tempo.