Foi publicado um anúncio no site da empresa de trabalho temporário Adecco para as últimas 20 vagas para trabalhar no “handling” de bagagem do Aeroporto de Faro e anteriormente já tinham sido divulgadas outras ofertas de emprego semelhantes. Segundo os Precários Inflexíveis, o número de trabalhadores a recrutar rondarão os 100.
Em meados de Janeiro foram despedidos 366 trabalhadores da Groundforce, que agora serão substituídos por trabalhadores temporários ao serviço da Portway. Tanto a Groundforce como a Portway são empresas ligadas ao Estado português, através da TAP e da ANA.
Os Precários Inflexíveis salientam que “o facto de os trabalhadores temporários recrutados se destinarem à Portway explicita a incapacidade da mesma de assegurar sozinha o handling do Aeroporto de Faro”, realçam a evidente “substituição de trabalhadores com contratos e direitos por trabalhadores temporários e precários” e denunciam que é o Estado português a promover a precariedade laboral.
O Bloco de Esquerda pergunta ao Governo (ler texto na íntegra), através do ministério do trabalho e da segurança social, se tem conhecimento “ da contratação destes trabalhadores temporários para a realização das mesmas funções que eram realizadas pelos 336 trabalhadores da Groundforce despedidos em Janeiro” e como vai actuar “de forma a que a TAP seja responsabilizada pela utilização deste expediente a fim de contornar o Código do Trabalho”.