Todos os anos, a Base Aérea número 4, na Ilha Terceira, conhecida como Base das Lajes, promove um evento de relação públicas em que mostra as suas instalações e a que chama a “base aberta”.
Este domingo, o movimento Azores For Gaza decidiu marcar à presença, distribuindo panfletos a quem entrava e mostrando cartazes e bandeiras de apoio à Palestina. Neles se podiam ler mensagens como “Gaza Stop Genocídio”, “18.000 Crianças Mortas”, “Silêncio também mata” e “Bem-vindos à base que apoia Governos genocidas”.
Marisa Cota, porta-voz do coletivo, disse à RTP Açores que foi uma “boa oportunidade para chamar a atenção” porque neste dia muitas pessoas se deslocam até ao local.
A ativista sublinha que os Estados Unidos continuam a ser “o maior investidor” do genocídio, sendo também “muito responsável pelo que está a acontecer”. E lembrou ainda os aviões reabastecedores dos EUA que passaram pela Base das Lajes na preparação do ataque israelita ao Irão, uma missão “completamente ilegal” mesmo de acordo com a lei norte-americana e em que o governo português “permitiu que acontecesse e não questionou de maneira nenhuma”.
Nas suas redes sociais, o Azores for Gaza escreve “não somos um posto de abastecimento para impérios” e que “nenhuma aliança pode justificar a submissão nem a cumplicidade com a violência”. Para eles, “usar o nosso solo para ações militares ilegais faz de nós coautores dessas violações”.