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Acampamento de ambientalistas promete ação de desobediência em Bajouca

Marcado para 17 a 21 de julho, o Camp-in-Gás vai reunir centenas de ambientalistas para oficinas e palestras, em Bajouca, Leiria. No final, promete uma ação de desobediência civil contra furos de gás, num dos poucos locais onde ainda há prospeções.
Imagem: camp-in-gas.pt
Imagem: camp-in-gas.pt

Entre 17 e 21 de julho, ativistas ambientalistas vão convergir rumo a Bajouca, Leira, para o Camp-in-Gás, um acampamento "de Ação contra o Gás Fóssil e pela Justiça Climática". O acampamento terá perto de duas dezenas de palestras e oficinas, e promete terminar com uma ação de desobediência civil contra furos de gás.

A escolha da Bajouca não é aleatória: "Estão marcados furos de prospeção de gás fóssil em Bajouca e Aljubarrota, nos contratos de concessão à empresa Australis Oil & Gás", afirma o comunicado de apresentação do acampamento, sendo estes "dois contratos os que restam dos 15 existentes em 2015, depois da luta dos cidadãos pela justiça climática ter causado o cancelamento dos contratos no Algarve, Alentejo e Zona Oeste".

Estes casos, prosseguem os organizadores, significam que "apesar das palavras vazias sobre descarbonização da economia, o governo continua a insistir em novos projetos de combustíveis fósseis, como exploração de gás, gasodutos e aumento de capacidade do terminal de GNL em Sines".

O programa de atividades, que contarão com cerca de duas centenas de participantes, inclui 19 sessões sobre tópicos como a crise climática, a luta internacional contra o gás, e a floresta. Após a abertura na quarta-feira, 17 de julho; quinta-feira será dedicada a palestras e oficinas, e sexta-feira será preenchida com "formações de ação direta não-violenta, em preparação da ação de desobediência civil a ter lugar no sábado, em que os ativistas irão ocupar o terreno da empresa". João Costa, um dos organizadores, acrescenta que a população local também está envolvida: "Há várias oficinas e debates que contam com as pessoas da Bajouca como organizadoras. Já foram realizadas três reuniões abertas de preparação no local".

Sinan Eden, também da organização, alertou que "a nossa ação será pacífica, festiva e combativa. Vamos preparar-nos bem e com antecedência. Temos um consenso de ação que enquadra os nossos comportamentos durante a mesma". Além desta ação, haverá "uma manifestação autorizada para todas as pessoas que por uma razão ou outra não queiram participar numa ação de desobediência civil.” Os documentos, inclusive a explicação da ação, estão disponíveis no site do acampamento.

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