A vereadora do Bloco de Esquerda na Câmara Municipal de Lisboa, Beatriz Gomes Dias, já tinha questionado o Presidente da CML sobre os abusos laborais da Ronsegur, perante a ausência de resposta a vereadora entregou na passada segunda-feira, 13 de dezembro, um requerimento sobre a situação dos trabalhadores da empresa de segurança Ronsegur.
Segundo as denúncias a que o Bloco de Esquerda teve acesso, a Ronsegur é acusada pelos seus trabalhadores de cometer abusos laborais, como desrespeito pelo horário de trabalho e más condições de trabalho, sem pausas ou período de refeição.
De acordo com essas denúncias, a empresa tem imposto horários abusivos, forçando-os a aceitar mais 20 horas de trabalho mensal, sem qualquer acréscimo de salário.
Os trabalhadores denunciam ainda que há várias pessoas com salários em atraso, incluindo 9 trabalhadores que estão ao serviço da EMEL.
A vereadora Beatriz Gomes Dias questionou Carlos Moedas sobre o caso, não tendo obtido resposta. A situação é grave e recorde-se que a empresa recebe da CML seis milhões de euros para a prestação dos serviços de segurança.
A vereadora enviou as seguintes perguntas formais ao Presidente:
1. Perante a situação de abusos laborais denunciada pelo Bloco de Esquerda, na sequência também do compromisso assumido de apuramento desta realidade, já desenvolveu a CML diligências com vista a confrontar a Ronsegur sobre a sua conduta?
2. Que medidas serão tomadas pela CML para pôr termo a estes abusos laborais? Foi apresentada queixa junto da Autoridade para as Condições do Trabalho?
3. Tem a CML conhecimento de ações inspetivas que tenham sido realizadas à empresa Ronsegur relativas aos postos de trabalho ocupados nos edifícios CML?
4. Pondera a CML fazer cessar o contrato de prestação de serviços celebrado com a empresa Ronsegur, após o conhecimento desta conduta reiterada da Ronsegur de violação dos direitos laborais?
Divulgamos abaixo um post publicado na página Vigilantes Segurança Privada do facebook: