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Abril é Agora promove périplo pelo Porto da resistência antifascista a 24 de setembro

A visita guiada sobre “o princípio do fim” é centrada no ano de 1972. Para confirmares a tua presença e assegurares a reserva inscreve-te aqui até 15 de setembro. Artigo publicado no site Abril é Agora.

Centrada no ano de 1972 e na resistência antifascista no Porto, esta visita guiada divide-se em duas partes. De manhã, estaremos no centro do Porto, num périplo centrado sobretudo na resistência estudantil à ditadura. Em cada ponto, protagonistas da época farão uma pequena apresentação e contextualização sobre a importância dos lugares e instituições em causa, partilhando também brevemente alguns testemunhos. A parte de tarde acontecerá em São Pedro da Cova, onde será abordada a história da exploração mineira, das lutas ali travadas e também da posterior ocupação e constituição do centro revolucionário mineiro, já depois do 25 de abril.

Como existe um número limitado de vagas, deves confirmar a tua presença e assegurar a reserva inscrevendo-te no formulário criado para o efeito até 15 de setembro. O preço da visita, que inclui viagem de autocarro até São Pedro da Cova e almoço, é de 15 euros, e de 10 euros para desempregados e estudantes.

O périplo pelo Porto da resistência antifascista é organizado pela CULTRA/ Abril é Agora, e tem a coordenação de José Soeiro. Nele participam ainda Alda Sousa, Alexandre Alves Costa, Celeste Nunes, equipa do Museu Mineiro de São Pedro da Cova, Hugo Silva, Joaquim Moreira, José Castro, Manuel Vitorino, Renato Soeiro, Rui Vaz Pinto, Vítor Valente.

Conhece aqui o percurso da visita (Ver desdobrável):

Ponto de encontro, 10h

Frente ao café Piolho

Ponto 1: 10h10

Café Piolho

(Praça de Parada Leitão)

José Castro e Manuel Matos Fernandes contarão, no ponto inicial da visita, algumas histórias reveladoras da importância dos cafés na resistência antifascista. Desde uma história mítica do São João de 1969 a várias peripécias e conspirações acontecidas no Piolho na década de 1970.

Ponto 2: 10h30

Reitoria da Universidade do Porto 

(Largo dos Leões)

Renato Soeiro falará junto à placa de homenagem a estudantes e professores perseguidos pela ditadura e afastados da Universidade do Porto, no atual edifício da Reitoria que era, à época, sede da Faculdade de Ciências. Será assim resgatada a memória de lutas e de prisões, da resistência estudantil e também da conivência dos órgãos internos com a repressão política na Universidade.

Ponto 3: 10h50

Cooperativa Unicepe

(Praça Carlos Alberto)

Rui Vaz Pinto, presidente da direção da cooperativa Unicepe, fará uma breve abordagem à história da Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, fundada em novembro de 1963, no rescaldo da crise académica de 1962, ponto importante do antifascismo na cidade, que ainda hoje é um espaço de venda de livros de tertúlias e de ativismo político-cultural. 

Ponto 4: 11h15

Antiga Faculdade de Letras e antiga sede do Teatro Universitário do Porto 

(Largo Prof Abel Salazar)

José Castro dará conta dos processos de constituição de Associações de Estudantes antes do 25 de abril, como aconteceu em Letras, onde estudava. Vítor Valente falará sobre a experiência do Teatro Universitário do Porto, onde se forjou uma geração que terá papel relevante em múltiplas companhias e escolas da cidade, e do TUP como lugar de encontro de estudantes antifascistas.

Ponto 5: 11h50

Cineclube do Porto (antiga sede histórica)

(Rua do Rosário)

Alexandre Alves Costa, Alda Sousa e Manuel Vitorino falam sobre a importância do cinema e do movimento cineclubista na resistência ao fascismo, dos debates que ali se faziam na década de 1970 e do papel político daquele espaço cultural.

Ponto 6: 12h40

Lar da Juventude Universitária Católica (prédio da antiga residência estudantil)

(Rua de Cedofeita)

Hugo Silva e Celeste Nunes partilharão o seu testemunho sobre a importância daquele espaço nos anos 1970, período em que foi habitado por estudantes de várias sensibilidades da esquerda radical e libertária, e sobre iniciativas e cursos de formação marxista que ali tiveram lugar nessa época. 

13h30: Almoço na Associação de Moradores da Bouça.

15h: ida para São Pedro da Cova

Ponto 7: 15h30

Percurso pelo Antigo Complexo Mineiro e Bairro Mineiro de São Pedro da Cova.

Criado em 1989, numa das antigas Casas da Malta, o Museu Mineiro de São Pedro da Cova tem como missão a valorização, divulgação e dinamização do património geológico e mineiro de São Pedro da Cova. A exploração vem do século XIX, mas é em 1921 que ali se instala a Companhia das Minas de São Pedro da Cova. A terra mineira vai ser lugar de exploração mas também de resistência, nomeadamente com as greves de 1923 e de 1946, entre outras. Entre 1970/72, a Companhia das Minas de Carvão de São Pedro da Cova, manteve alguns operários para desmantelamento do complexo mineiro - o ferro, aço, chapa e madeira foram retirados e vendidos para gerar dinheiro. A Companhia passa a ser senhoria dos mineiros, o que motivará, anos mais tarde, a ocupação dos escritórios e a constituição do Centro Revolucionário Mineiro. É esta história que será contada pela equipa do Museu, contando também com a participação de Joaquim Moreira e António José Correia, militantes que estiveram presentes em algumas destas mobilizações.

Artigo publicado no site Abril é Agora.

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