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Abandono escolar aumentou em Portugal no primeiro ano da pandemia

Em 2020 houve mais 10% de abandono escolar. Com o confinamento, muitos alunos deixaram de participar nas atividades escolares online. "O ensino à distância propicia o abandono e aumenta a desmotivação dos alunos", diz o presidente da associação de diretores escolares.
Escola. Foto de Paulete Matos.
Escola. Foto de Paulete Matos.

De acordo com dados recolhidos pelo Jornal de Notícias junto do governo, foram sinalizados 1.900 alunos em risco de abandono escolar às comissões de proteção de crianças e jovens em 2020. São mais 200 do que no ano anterior, um aumento de cerca de 10%.

O mesmo órgão de comunicação social dá conta de um questionário do Conselho Nacional de Educação em que diretores escolares responderam que, entre março e junho passados, não conseguiram entrar em contacto com 2% dos alunos de forma a que participassem das atividades escolares online. Os professores com funções de coordenação indicaram que não conseguiram contactar cerca de 7%.

Para Maria Emília Brederode Santos, presidente deste organismo, a prioridade terá de ser "reconquistar os alunos" que abandonaram as aulas. Há casos de escolas em que o abandono escolar chega ao 10%, recorda.

Já o presidente da Associação de Diretores, a ANDAEP, Filinto Lima, justifica o ocorrido porque “o ensino à distância propicia o abandono, aumenta a desmotivação dos alunos e já vamos com dois períodos neste regime". Para ele, há quem não participe por causa da falta de material mas “há alunos com material que não se ligam. É mais grave e preocupante. Estão totalmente desinteressados”. Os diretores das escolas esclarecem que têm de comunicar semanalmente as faltas injustificadas e a ANDAEP defende que vai ser preciso contratar mais professores e técnicos para recuperar  todas as aprendizagens entretanto perdidas.

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