Em comunicado, a Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda de Aveiro esclarece que “os trabalhadores desta empresa ainda não receberam a totalidade do subsídio de férias do ano passado e o subsídio de natal ainda não foi pago pela empresa”, sendo que, “para além destes atrasos, a empresa ainda não pagou aos trabalhadores a totalidade do mês de Novembro e falta o pagamento da integral do salário do mês de Dezembro” e o mais certo é que os atrasos se alastrem ao pagamento do salário do mês de Janeiro.
As “queixas por parte dos trabalhadores da empresa, particularmente no que aponta a alguns incumprimentos no respeito pelos direitos dos trabalhadores” não serão recentes, já que, ainda que a empresa tenha “mudado recentemente de nome, a sua existência tem quase 50 anos”.
O Bloco frisa que “os baixos salários praticados por esta empresa colocam os seus trabalhadores numa situação económica frágil, que se torna incapaz de fazer frente aos atrasos nos pagamentos referidos”.
O deputado do Bloco Pedro Filipe Soares, já questionou o Ministério da Economia e do Emprego e espera igualmente “celeridade por parte do Sr. Presidente da Câmara” na resolução deste problema, já que este tem canais privilegiados de comunicação com esta empresa”.
Trabalhadores “já não aguentam mais”
Fernanda Moreira, do Sindicato dos Operários da Indústria do Calçado, Malas e Afins dos Distritos de Aveiro e Coimbra, declarou à Lusa que os trabalhadores "já não aguentam mais e estão numa situação económica muito difícil", propondo-se fazer greve a partir do dia 8, "por prazo indeterminado".