“Temos aparelhos tão antigos que não têm o conector para TDT. Como agora só há TDT, tenho de ter uma televisão nova”, disse João Correia da Cunha, presidente do conselho de administração e director clínico do Centro Hospitalar Lisboa Norte em entrevista à agência Lusa.
“O apagão não é generalizado e depende do serviço”, disse Correia da Cunha, acrescentando que as situações estão a ser identificadas e que o problema será resolvido. Mas levanta dúvidas sobre quanto tempo os doentes terão de esperar antes de terem a televisão de volta. “Se eu quiser dar televisão a todos, quantos aparelhos preciso de ter?”, questionou, acrescentando a necessidade dos suportes adequados para um edifício que “é muito denso”.
Segundo este responsável, em 1954, quando o hospital de Santa Maria foi construído, o edifício não estava preparado para ter televisão. Mas ao longo dos anos foram “inventadas soluções pelos serviços”, que em alguns casos passaram por montar antenas, até que “foi introduzido um sistema mais universal”. Mas agora, ninguém precaveu o impacto da chegada da TDT ao hospital e muitos doentes são obrigados a deixar de ter a televisão como companhia.
Doentes do Santa Maria vítimas do apagão da TDT
03 de fevereiro 2012 - 17:48
Com o desligamento do emissor de Monsanto, o sinal analógico de televisão deixou de chegar ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa, com capacidade para mil doentes. Como parte das televisões são antigas, muitos doentes ficaram sem televisão como companhia.
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Doentes do Hospital de Santa Maria perderam o acesso à televisão com a chegada da TDT. Foto bronx./Flickr