Cinco jornalistas do tabloide britânico The Sun, do grupo News Corporation, de propriedade de Rupert Murdoch, foram presos na manhã do último sábado, juntamente com um polícia, um militar e uma funcionária do Ministério da Defesa, acusados de envolvimento num esquema de pagamento de subornos à polícia e a autoridades políticas do país em troca de informações privilegiadas.
Segundo informou o jornal Guardian, foram presos o subdirector Geoff Webster, o editor de fotografia John Edwards, o repórter John Kay, o principal correspondente de assuntos internacionais Nick Parker e o repórter John Sturgis. A News Corporation não confirmou o nome dos jornalistas presos.
Ao tomar conhecimento das prisões, Murdoch anunciou que viajaria a Londres para garantir aos funcionários do The Sun, que o jornal não vai fechar, como aconteceu com o News of the World, após o escândalo do esquema de escutas telefónicas ilegais envolvendo jornalistas deste veículo. O jornal foi comprado por Murdoch em 1969 e é considerado a “menina dos olhos” da corporação mediática.
Os investigadores da polícia afirmaram que o novo esquema ilegal foi descoberto a partir de elementos fornecidos pela própria News Corporation. No final de janeiro, a polícia já tinha detido quatro jornalistas e ex-jornalistas do Sun e um polícia numa investigação paralela à das escutas ilegais.
Num comunicado oficial, a empresa de Murdoch disse que está “determinada a impedir que voltem a repetir-se as práticas inaceitáveis de certos indivíduos para obter informações que possam ter ocorrido no passado”. Além disso, informou que a polícia também realizou buscas nas casas dos cinco funcionários e do escritório do grupo em Londres.
O editor do The Sun, Dominic Mohan, manifestou surpresa com as prisões, mas garantiu que “a equipe está comprometida com o jornal”. “Eu estou tão chocado como todo mundo pelas prisões de hoje, mas estou determinado a liderar o The Sun através destes tempos difíceis. Tenho uma equipa brilhante e nós temos o dever de servir os nossos leitores e continuaremos a fazê-lo. O nosso foco é colocar na banca o jornal de segunda-feira”, afirmou Mohan.
O novo braço da investigação iniciada com as escutas ilegais no News of the World e batizada de Operação Elveden, procurou levantar provas sobre a prática do pagamento de propinas a polícias e a autoridades políticas em troca de informações. "A missão da Operação Elveden foi ampliada para incluir a investigação de evidências descobertas em relação à suspeita de corrupção envolvendo funcionários públicos que não são polícias", disse a polícia num comunicado divulgado sábado.
Com informações dos jornais The Guardian e The Independent