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Deputados gregos querem debater reparações de guerra da Alemanha

A Grécia é o único país a quem a Alemanha não pagou qualquer reparação de guerra. Dívida foi calculada pelo jornal económico francês Les Echos em 575 mil milhões de euros a valores atuais.
Tropas nazis desfraldam a bandeira diante do Parténon, em Atenas. Foto wikimédia commons

Vinte e oito deputados de diferentes partidos requereram no Parlamento grego o agendamento de um debate sobre o “empréstimo de ocupação” pago pelo governo colaboracionista grego à Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, bem como sobre as reparações às vítimas do nazismo e sobre os tesouros roubados pela ocupação.

O requerimento foi assinado por deputados do Pasok, da Nova Democracia , da coligação Syriza e independentes, considerando que a questão é de relevante importância, e sublinhando que a Grécia é vítima de flagrantes injustiça, já que é o único país a quem a Alemanha não pagou qualquer reparação.

Petição tem 130 mil assinaturas

O pedido de debate parlamentar vem no mesmo sentido de uma petição que circula na Internet e que já conta com mais de 130 mil assinaturas. A petição diz o seguinte:

“Pedimos ao governo alemão que honre os seus compromissos há muito devidos para com a Grécia e reembolse o empréstimo de ocupação obtido à força, e pague reparações de guerra proporcionais aos danos materiais, às atrocidades e aos saques cometidos pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial.”

575 mil milhões de euros a valores atuais

Segundo cálculos feitos pelo jornal económico francês Les Echos, a Alemanha deverá à Grécia nada menos que 575 mil milhões de euros a valores atuais. Atenas tem tentado cobrar essa dívida, sem sucesso, desde o fim da Segunda Guerra. Fê-lo em 1945, 1946, 1947, 1964, 1965, 1966, 1974, 1987 e, após a reunificação, em 1995.

O governo alemão, que tanto insiste que todos devem pagar as suas dívidas, recusa-se porém a sequer discutir a questão. Ao mesmo tempo, é inflexível na exigência de draconianas medidas de austeridade para que a Grécia possa pagar a sua dívida soberana.

A justificação histórica para a petição online pode ser lida aqui.

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