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Pela terceira vez a iniciativa “Vamos” promoveu uma tribuna de debate no Largo de S. Domingos em Lisboa, dedicada desta vez ao tema “Outra economia com direitos no trabalho”.
Para a médica Isabel do Carmo, a primeira a intervir, não podemos aceitar que nos roubem o que nos resta e é essencial: o trabalho, a saúde, a segurança social e a educação.
Paulo Fidalgo, médico e membro da Renovação Comunista, partiu da informação de que a Irlanda chegou ao défice de 32% do PIB para dar dinheiro aos bancos, para fazer uma denúncia dos malefícios do capital especulativo. “Cada vez que um especulador liga o computador, são mais pessoas que vão para o desemprego”, afirmou, defendendo que é preciso proibir o capital especulativo, e exigir uma moldura legal que canalize os recursos privados que estão na banca para que sejam postos ao serviço da economia.”
Francisco Alves, da CGTP, falou sobre as manifestações em Lisboa e no Porto do dia anterior e da jornada de luta europeia, “ao mesmo tempo que o primeiro-ministro preparava mais medidas gravosas para quem trabalha”. E anunciou que nesta sexta a CGTP realiza na Aula Magna um plenário de sindicatos onde será aprovada a convocatória de uma greve geral em 24 de Novembro.
Marco Marques, dos Precários Inflexíveis, e António Avelãs, presidente do SPGL, foram outros intervenientes.
Passaram ainda pelo iniciativa Chullage (rapper e activista social), que se junta aos subscritores do manifesto, e ainda João Ribas (ex-Censurados). Desta vez, a música de intervenção esteve a cargo dos Desobediência Geral.