“Estabilidade não é o conforto da cadeira de quem está no poder”

23 de março 2011 - 2:55

Louçã defendeu que “quando há uma crise extrema”, “então a solução melhor são eleições”. Questionado sobre se uma coligação de governo PS-PSD não seria útil para garantir estabilidade ao país, o dirigente do Bloco respondeu que “a estabilidade não é o conforto da cadeira de quem está no poder, estabilidade é a vida das pessoas”.

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Imagem da entrevista transmitida pela TVI24.

Durante uma entrevista transmitida esta terça-feira pela TVI24, o coordenador da Comissão Política do Bloco de Esquerda sustentou que “quando há uma crise extrema como aquela que estamos a viver […] de recessão, ameaça de bancarrota, chantagem internacional, dificuldades na economia, falta de sensibilidade social, falta de coragem para puxar pela economia do país, então o melhor são eleições”.

Francisco Louçã defendeu que “não devemos ter medo dessa solução” e que “o parlamento deve recusar o PEC”. 



Para o dirigente do Bloco, "a resposta tem de ser ‘corrijamos o rumo’ e não continuemos no mesmo caminho”. 

Quando questionado sobre a posição do Bloco relativamente aos projectos de resolução dos outros partidos da oposição, esta quarta-feira, no Parlamento, Francisco Louçã explicou que ainda não conhece os textos, mas sublinhou que o Bloco não votará “textos que sirvam para agravar a condição económica dos portugueses”.

Francisco Louçã, quando  confrontado com um cenário de demissão do Governo, de eleições antecipadas e de formação de um novo Executivo formado por PS e PSD, e quando questionado sobre se esta coligação não seria útil para garantir a estabilidade do país, respondeu que "a estabilidade não é o conforto da cadeira de quem está no poder, estabilidade é a vida das pessoas ".

Para o coordenador da Comissão Política do Bloco de Esquerda, "um governo dos dois juntos dará muita força a pouca coisa» e apenas servirá para agravar a condição de vida dos portugueses, para continuar a implementação de “medidas recessivas” que “atacam os mais pobres e atacam classe media".