“Apoiamos a greve geral porque acreditamos que é preciso futuro para o país”

04 de junho 2013 - 0:15

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, esteve nesta segunda-feira em Serpa, na apresentação da candidatura do Bloco no concelho, acusou o governo de só conhecer o verbo cortar e afirmou: “Sabemos como é tão difícil prescindir de um dia de salário. Mas estaremos juntos e apoiamos a Greve Geral, porque acreditamos que é preciso futuro para o país”.

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Catarina Martins afirmou em Serpa: “Sabemos como é tão difícil prescindir de um dia de salário. Mas estaremos juntos e apoiamos a Greve Geral, porque acreditamos que é preciso futuro para o país”

Catarina Martins esteve nesta segunda-feira em Serpa, onde apresentou as candidaturas do Bloco no concelho, encabeçadas por Guida Ascenção para a Câmara de Serpa e Carlos Valente para a Assembleia Municipal.

A coordenadora do Bloco de Esquerda acusou o Governo de só conhecer o "verbo cortar", considerando "impossível o primeiro-ministro querer discutir a reforma do Estado", quando tudo o que sempre fez "foi só cortar".

"Impossível é ter um primeiro-ministro que diz que quer discutir a reforma do Estado, quando tudo o que ele fez, e sempre, foi só cortar. Cortar salários, pensões, serviços públicos. Cortar é o único verbo que [os membros do Governo] conhecem", disse Catarina Martins.

A coordenadora do Bloco denunciou que Passos Coelho "quer debater uma reforma do Estado ao mesmo tempo que entrega na Assembleia da República um orçamento retificativo, que, na realidade, tudo o que mostra é que o que este Governo quer é fazer mais do mesmo".

"É mais daquilo que tem sido a política de destruição da economia, do emprego, do ataque aos salários, às pensões, esta política do abismo, que nos põe cada vez mais próximos da bancarrota e que empobrece as pessoas a cada dia que passa", frisou.

Catarina Martins denunciou também a “chantagem contra os professores”que é feita pelo governo e apoiou a greve dos professores, afirmando que a responsabilidade das paralisações dos docentes "é inteira do governo, porque é o governo que quer despedir professores, enfraquecer a escola pública e está, assim, a prejudicar, e muito, o direito das crianças e dos estudantes à educação".

A coordenadora do Bloco, reconhecendo que é muito difícil "prescindir de um dia de salário" “com salários cada vez mais magros, com tanta precariedade”, afirmou que "faremos uma greve geral, porque acreditamos que é preciso futuro para o país, porque não somos ratos de laboratório", nos quais a 'troika' possa "levar a cabo as suas experiências liberais e destruir tudo o que foi conquistado com tanto trabalho na nossa democracia".

Catarina Martins disse ainda que as “eleições autárquicas são um momento importante da política”, em particular quando as autarquias “têm estado sob ataque, seja com a lei de extinção das freguesias, seja com a lei das finanças locais”.

A coordenadora do Bloco disse ainda “que não tem sentido” as pessoas perpetuarem-se no poder local, criticando “uma visão dinástica, quase monárquica do poder local” em que os autarcas podem afastar-se e designar os seus sucessores ou saltar para se candidatarem noutras autarquias, depois de terem estado no poder local durante muitos anos.