Google

Para garantir o lucrativo contrato do Projecto Nimbus, as gigantes tecnológicas concordaram em desrespeitar os seus próprios termos de serviço e contornar as ordens judiciais, avisando Israel caso um tribunal estrangeiro exigisse os seus dados, revela uma investigação conjunta.

Yuval Abraham

A empresa era acusada de remeter pessoas negras para postos de trabalho inferiores, pagar-lhes menos, rebaixar avaliações de desempenho e negar oportunidade de progressão na carreira. Também aceitou pagar 1,375 mil milhões ao Texas por violação de privacidade na recolha de dados e enfrenta um julgamento por monopólio ilegal.

Comissão Europeia já tinha considerado a título preliminar que a Google viola a Lei dos Mercados Digitais. Porta-voz diz que "o mesmo princípio se aplica" à funcionalidade de IA.

Empresa enfrenta vários processos e condenações por violar leis anti-monopólios. Para além dos mercados de publicidade, a Google pode ser também obrigada a vender o Chrome.

Após os tribunais terem determinado que a empresa detém um monopólio ilegal dos motores de busca na internet, o Departamento de Justiça dos EUA quer obrigá-la a vender o seu browser e a acabar com o pagamento aos fabricantes de telemóveis e computadores que tornam o Google no motor de busca pré-definido.

Multinacionais de tecnologia foram condenadas por violar leis anti-monopólio e por receber benefícios fiscais ilegais. Decisões são consideradas vitórias contra impunidade de empresas de tecnologia.

O caso pode influenciar vários outros apresentados pelo Departamento de Justiça dos EUA contra as grandes empresas tecnológicas.

O enorme aumento de consumo de energia nos centros de dados por causa do desenvolvimento de ferramentas de Inteligência Artificial levou empresas como a Google e a Microsoft a admitir que as metas ambientais ficarão mais longe de cumprir.

28 trabalhadores que protestaram contra o contrato entre o gigante digital e o Estado sionista para providenciar serviços “na nuvem” da empresa foram despedidos. O contrato “Nimbus” envolve ainda a Amazon.

O gigante tecnológico de Silicon Valley assinou este ano um acordo de parceria com Israel que, segundo os seus próprios funcionários, poderá aumentar a capacidade de vídeovigilância e de seleção de alvos militares através do Google Photos. Mas lá dentro, os trabalhadores organizam-se para responder. Por Pablo Elorduy.

Um estudo científico mostra que o enviesamento de género é exacerbado “significativamente” pela exposição às imagens de páginas como o Google Images, a Wikipedia ou o IMDb.