Política

Pedro Filipe Soares anunciou esta segunda-feira que o Bloco vai apresentar um projeto de lei para impedir que o fornecimento de água, energia e gás seja suspenso por falta de pagamento, quando comprovada a carência económica.

O Bloco apresentou esta segunda-feira uma queixa para a Comissão Nacional de Eleições sobre o Conselho de Ministros marcado para sábado, durante a campanha eleitoral, acusando a direita de fazer "propaganda" com os meios do Estado.

Marisa Matias defendeu esta segunda-feira a criação de normas europeias para a integração de pessoas com deficiência no mercado de trabalho e denunciou o incumprimento da legislação nacional nesta matéria.

No Funchal, Marisa Matias cita ex-conselheiro de Durão Barroso que disse que o resgate de Portugal e da Grécia foi feito para salvar bancos alemães. “Para o Bloco não é novidade”, sublinhou, mas que isto seja dito pelo conselheiro económico que negociou o resgate é significativo, “porque destapa a mentira que andaram a vender ao povo português”.

O economista britânico Philippe Legrain diz, numa entrevista ao Público, que o sector bancário dominou os governos dos países e as instituições da zona euro e, por isso, quando eclodiu a crise, só se preocuparam em salvar os bancos. O conselheiro económico de Durão Barroso entre 2011 e fevereiro deste ano defende a reestruturação dos bancos e o perdão da dívida portuguesa. E considera “uma anedota” a atuação dos representantes da Comissão Europeia na crise.

Num jantar de campanha em Setúbal, a cabeça de lista do Bloco criticou os que dizem não haver alternativa ao Tratado Orçamental. Referindo-se às entrevistas dos líderes do PSD e do PS que admitiram fazer acordos pós-eleitorais, Marisa Matias disse que “se o PSD é o café e o PS é o leite, já sabemos que depois das eleições teremos o galão”. Também João Semedo advertiu para os perigos do bloco central, velho sonho de Passos Coelho e António José Seguro.  

O novo discurso da extrema-direita tem um alcance que vai para além das vítimas diretas da crise. Toca de alguma maneira esse “desenraizamento identitário” que muitos europeus sentem confusamente. Responde ao sentimento de “desestabilização existencial” de inúmeros cidadãos atacados pelo duplo golpe da globalização e de uma UE que não cessa de se ampliar.

porIgnacio Ramonet

Num comício em Viseu, Marisa Matias defende um país e uma Europa onde a austeridade não faça parte da política que a domina. Catarina Martins desmonta as manipulações do governo sobre a taxa de desemprego e diz que há menos gente que nunca a trabalhar em Portugal, e que um país que se esvazia é um país sem futuro.

Mário Soares, Fernando Rosas, Manuel Carvalho da Silva, Manuel Alegre, Boaventura Sousa Santos, José Manuel Mendes, Pilar del Río, Vasco Lourenço, são os primeiros subscritores de uma petição que já está online, reclamando das autoridades portuguesas, nomeadamente a Comissão Nacional de Eleições, Governo e Presidente da República, que não autorizem a realização, em Lisboa e no dia 25 de Maio, do fórum do Banco Central Europeu.  

Esta sexta feira, o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou as Estatísticas do Emprego do 1º Trimestre de 2014. Ainda que se tenha registado uma ligeira descida da taxa de desemprego, os dados "não são nada animadores", segundo avança a deputada do Bloco Mariana Aiveca. Na realidade, o que é importante reter é que em Portugal existem “menos 42 mil pessoas empregadas e mais 12.600 pessoas emigraram".

No debate parlamentar que teve lugar esta sexta feira, Catarina Martins questionou Pedro Passos Coelho sobre "o que o Governo está a fazer para impedir a conferência do BCE em Portugal no dia das eleições". A coordenadora nacional do Bloco acusou ainda o primeiro ministro de não ter palavra e de “assinar nas costas dos portugueses sempre e só cortes de salários e aumentos de impostos”.

A proposta de alteração ao Código do Trabalho que foi enviada esta quinta-feira aos parceiros sociais, e que começará a ser discutida na próxima terça-feira, prevê, por exemplo, cortes no salário dos trabalhadores quando os contratos coletivos caducam e a suspensão das convenções em situações de crise empresarial. CGTP considera as medidas "vergonhosas e inaceitáveis".

Durante o comício organizado esta quinta feira pelo Bloco de Esquerda em Ponte de Sor, a cabeça de lista às eleições europeias, Marisa Matias, referiu que “a senhora Merkel precisa mesmo de ter quem lhe desobedeça porque ela não representa nem o interesse da Alemanha quanto mais o interesse da União Europeia”.

Na apresentação do projeto de lei de proteção no desemprego "à irlandesa", Mariana Aiveca afirmou: “recusamos dar benefícios económicos aos grandes grupos económicos e SGPS's e negar apoio aos desempregados. O Bloco escolhe as pessoas respostas urgentes para quem não pode esperar mais”. Na votação, o projeto foi chumbado pelos votos do PSD e do CDS, o PS absteve-se, enquanto PCP, PEV e Bloco votaram a favor.

O candidato da Esquerda Europeia à presidência da CE participou numa sessão de perguntas e respostas online organizada pelo diário britânico, The Guardian. Após dezenas de perguntas e centenas de comentários que abordavam a união monetária, a imigração, a abstenção e as respostas da esquerda à crise, Tsipras respondeu às questões dos cibernautas durante um período de 2 horas. Leia aqui as perguntas e resposta.