Política

Os coordenadores bloquistas reafirmam a necessidade de um diálogo aberto entre os que têm participado na luta contra a austeridade, tendo por objetivo a construção de uma alternativa. Leia aqui a "Carta às Esquerdas".

porCatarina Martins e João Semedo

Reagindo ao anúncio dos novos cortes nas pensões para 2015, a deputada bloquista Mariana Aiveca concluiu que “o empobrecimento é a palavra de ordem" do Governo.

Conselho de Ministros aprovou uma Contribuição de Sustentabilidade sobre as pensões a entrar em vigor em 2015, o aumento do IVA em 0,25 pontos percentuais e da TSU paga pelos trabalhadores em 0,2 pontos. Alterações dos salários da função pública serão anunciadas em breve. Intenção é poder contar com uma decisão do Tribunal Constitucional antes da apresentação da proposta do OE 2015.

Para o Bloco de Esquerda, a guerra movida pelo governo ao Tribunal Constitucional tem o objetivo de não aplicar as suas decisões, o que é inaceitável num Estado de direito. Pedro Filipe Soares diz que o governo não tem quaisquer dúvidas sobre o acórdão, não quer é cumpri-lo.

Em entrevista à Antena 1, o coordenador nacional do Bloco de Esquerda desafia o futuro líder do PS, seja ele quem for, a rejeitar as “políticas centristas” a que os socialistas têm dado apoio. Semedo defende ainda um diálogo para uma convergência de esquerda ampla, que inclua o PCP e não fique restrita ao PAN e ao Livre.

Ouvido pela Rádio Renascença, o eurodeputado eleito pelo MPT apoia a iniciativa do governo de pedir a aclaração da decisão do Constitucional, e acusa os juízes do Tribunal de julgarem em causa própria.

Após a conferência de líderes, na qual foi aprovado, com os votos favoráveis do PSD e do CDS, o envio para o Tribunal Constitucional do pedido de aclaração sobre o chumbo dos cortes salariais, o líder parlamentar do Bloco, Pedro Filipe Soares, afirmou que a tentativa de vincular a Assembleia da República à posição do executivo é “inaceitável”.

Na sequência do anúncio da visita de Cavaco Silva, a propósito da comemoração do 10 de junho, a coordenadora distrital do Bloco da Guarda sugeriu ao presidente da República que opte “por se deslocar por transporte rodoviário nas chamadas vias alternativas”, para que possa ter "uma observação direta e mais aprofundada das dificuldades de mobilidade das populações" locais.

O líder parlamentar do Bloco disse também que "a Assembleia da República não pode ser instrumentalizada pelo governo por uma agenda pessoal do próprio governo” e considerou que o executivo "não pode agora tentar mudar o resultado na secretaria".

Bloco de Viseu denuncia que os “despedimentos não têm nada a ver com alegados 'ajustamentos da atividade produtiva'”, aponta que é “uma manobra sistemática de precarizar o emprego e reduzir o valor do trabalho”e salienta que quando “volta a contratar de novo, (muitas vezes os trabalhadores despedidos anteriormente), a PSA reduz-lhes o salário”. Grupo parlamentar do Bloco questiona governo.

João Semedo lamenta a concordância entre Seguro e Costa quanto à proposta de reduzir o número de deputados na AR. A Mesa Nacional do Bloco reuniu este domingo para analisar os maus resultados do partido nas eleições europeias e marcar a IX Convenção para 22 e 23 de novembro.

“Para quê fazer esse debate agora?”, perguntou a bancada do PS a 17 de abril, antes de votar contra dois projetos de lei, do PCP e do Bloco, que visavam o reforço das incompatibilidades e a exclusividade dos deputados. Este sábado, o líder do PS anunciou que irá propor uma nova lei que vá no sentido das que acaba de chumbar.

O Tribunal Constitucional chumbou três das quatro normas suscitadas por Bloco, PCP e Verdes. João Semedo congratulou-se com os chumbos e avisou o Governo para que “não tente impor mais sacrifícios e austeridade” a pretexto das decisões anunciadas pelos juízes do TC.

Um Governo que transformou uma crise financeira numa crise social e económica, um Governo que transforma a crise numa crise de regime, um Governo que governa contra as pessoas, que tornou o país pior, que não cumpriu nenhum compromisso, é um Governo que merece censura”, defendeu Catarina Martins durante a discussão em plenário, que teve lugar esta sexta feira, sobre a Moção de Censura apresentada pelo PCP.

Numa declaração política na Assembleia da República, a coordenadora Catarina Martins reconheceu que o Bloco de Esquerda obteve um mau resultado e não teve no seu programa a capacidade de agregar as forças necessárias. O combate à austeridade, afirmou, exige clareza e determinação, e os que não a tiverem acabarão por contribuir para afundar mais o país e a Europa.