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Peugeot-Citroen de Mangualde “trata trabalhadores como peças descartáveis”

Bloco de Viseu denuncia que os “despedimentos não têm nada a ver com alegados 'ajustamentos da atividade produtiva'”, aponta que é “uma manobra sistemática de precarizar o emprego e reduzir o valor do trabalho”e salienta que quando “volta a contratar de novo, (muitas vezes os trabalhadores despedidos anteriormente), a PSA reduz-lhes o salário”. Grupo parlamentar do Bloco questiona governo.
Bloco de Viseu denuncia que os “despedimentos não têm nada a ver com alegados 'ajustamentos da atividade produtiva'”, aponta que é “uma manobra sistemática de precarizar o emprego e reduzir o valor do trabalho”

No comunicado da distrital de Viseu do Bloco de Esquerda sobre o despedimento de mais 280 trabalhadores pela PSA, é criticado “o cinismo da Administração” da PSA ao afirmar que os despedidos “serão privilegiados em eventuais contratações futuras”, referindo que “os trabalhadores já conhecem esta conversa”.

Depois de lembrar que “em 2009, a Citroen despediu 400 trabalhadores, em 2011, contratou mais 60; em 2012 despediu mais 450 trabalhadores e no ano passado, em Abril, contratou 300 trabalhadores”, o comunicado da distrital bloquista salienta:

“De cada vez que volta a contratar de novo,( muitas vezes, de facto, os trabalhadores despedidos anteriormente), a PSA reduz-lhes o salário, apesar de reconhecer que se tratam de 'colaboradores a quem foram ministradas 60 mil horas de formação e proporcionada uma experiência profissional num sector de elevado conteúdo tecnológico'”.

O comunicado aponta também que “a PSA tem, como qualquer outra empresa, uma responsabilidade social, a que não se pode furtar”, que “já recebeu do Estado benefícios e isenções fiscais e apoios de 8,6 milhões de euros em 2007 e 21 milhões de euros em 2010 para a criação de postos de trabalho e a manutenção da laboração” e que “a Câmara Municipal de Mangualde cedeu terrenos pertencentes à Estrada Nacional 16 para a ampliação das instalações da PSA”.

Referindo que a administração da PSA de Mangualde “reconhece que o terceiro turno criado em Abril de 2013, agora suprimido, 'permitiu um acréscimo de exportações superior a 200 milhões de euros, dos quais apenas 4 milhões de euros foram para salários e 2 milhões de euros para impostos e contribuições sociais', o comunicado conclui:

“Estes despedimentos não têm nada a ver com alegados 'ajustamentos da atividade produtiva', trata-se tão-só de uma manobra sistemática de precarizar o emprego e reduzir o valor do trabalho”

“Estes despedimentos não têm nada a ver com alegados 'ajustamentos da atividade produtiva', trata-se tão-só de uma manobra sistemática de precarizar o emprego e reduzir o valor do trabalho”.

O Bloco de Esquerda de Viseu anuncia também que o grupo parlamentar do Bloco apresentou, nesta segunda-feira, perguntas ao ministério da Economia (aceda a texto em anexo) e da Solidariedade, Emprego e Segurança Social (aceda a texto na íntegra) onde é questionando o governo sobre a legalidade dos despedimentos na PSA e a legitimidade da desvalorização sistemática do custo do trabalho, bem como quais os benefícios fiscais e outros apoios públicos prestados à PSA de Mangualde e qual o custo à Segurança Social dos apoios prestados aos trabalhadores despedidos nos últimos 10 anos.

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